NOVO TESTAMENTO

Registra os fatos do Natal de Jesus ao Apocalipse.

O homem moderno, lançado ao meio desta vida trepidante, tem pouco tempo para se embrenhar em estudos sobre verdades, por vezes dolorosas, mas sempre sinceras e salutares. Precisa colher em rápidos momentos – no metrô, no ônibus, no trem, a caminho da oficina, do escritório, da escola, da repartição pública – dois ou três pensamentos vigorosos que durante o dia, o sustentem na luta, que lhe deem forças para se manter à tona do sorvedouro profano; que lhe iluminem o roteiro para que não perca de vista os longínquos faróis do seu destino eterno…

Temos de trabalhar, trabalhar muito – mas não nos podemos desviar do termo da nossa jornada.

Apesar de todo materialismo da nossa vida, temos de ser homens espirituais, sob pena de ser nossa vida uma deplorável falência.

O melhor e mais completo livro espiritual é o NOVO TESTAMENTO, palavra divina que, há milhares de séculos e milênios, tem guiado centenas de milhões de almas, na sua longa e dolorosa odisseia das trevas à luz.

Importa que as grandes ideias de Jesus Cristo e dos seus discípulos acompanhem a tua vida quotidiana.

Que iluminem a inteligência.

Que robustecem a vontade.

Que enchem o coração.

Que sustentem no sofrimento.

Que amparem no desânimo.

Que preservem do desespero em face da perfídia dos inimigos e da traição dos “amigos”.

O conteúdo do NOVO TESTAMENTO destina-se a todo homem de boa vontade, católico, evangélico ou espírita, cristão ou gentio, que conserva na alma uma centelha de espiritualidade, um eco da nostalgia de Deus, um vislumbre de saudades do Eterno, do Infinito…

(Trechos do prefácio do  livro de Huberto Rohden, EM ESPÍRITO E VERDADE)

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Nota:

Rohden traduziu o NOVO TESTAMENTO do texto original grego, com as variantes da Vulgata e amplamente anotado.

O TERROR DO REI

Depois da partida dos magos. Eis que um anjo do Senhor apareceu, em sonho, a José e lhe disse: “Levanta-te; toma o menino e sua mãe e foge para o Egito, e fica lá até que eu te avise; porque Herodes vai procurar o menino para matar”.

Levantou-se ele, e, ainda noite, tomou o menino e sua mãe e retirou-se para o Egito. Lá ficou até a morte de Herodes.

(Mateus 2, 13-15)

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Um rei com todos os seus exércitos, suas armas e suas leis, treme em face de uma criança inerme…

Enquanto estiver viva essa criança, não pode o rei da Judeia viver sossegado.

Enquanto aquele infante anônimo, nascido na caverna de Belém, não fechar os olhos, no sono da morte, não terão os Herodes repouso no seu palácio em Tiberíades.

Melhor trucidar todos os inocentes da terra do que deixar viver um só culpado na Judeia.

Culpado? Sim, um menino é réu de um crime nefando – o de querer submeter todas as almas ao cetro, quando os poderosos da Terra mal conseguem dominar os corpos.

Que vale submeter organismos de carne e osso, se os espíritos se revoltam contra o jugo?

Mas a providência de Deus é mais poderosa que toda a previdência dos homens.

Quando os humanos pigmeus julgam ter logrado os seus intentos perversos, já o divino gigante lhes frustrou todos os planos…

Mais seguro anda com Deus o perseguido do que com os homens o perseguidor…

(Do livro EM ESPÍRITO E VERDADE de Huberto Rohden)

2022 ANOS DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Seguindo rumo a grandes mudanças para um mundo melhor!

OS 128 ANOS DE ROHDEN

Uma grande alma visitou nosso planeta

Na celebração dos 128 anos do nascimento do Professor Huberto Rohden, podemos enfatizar a sua missão e razão de ser neste mundo  de Deus: despertar em muitas almas humanas a Luz divina, dormente na maioria.

Através de seus livros, palestras, retiros, aulas e com sua própria presença, fazer com que muitos saiam das trevas do ego luciférico e ingressem na Luz do Eu Espiritual.

Nessa missão genuinamente educadora de Rohden, o filósofo destrói os velhos ídolos do ego. Aniquila crenças, dogmas, conceitos, arrasa convicções… Mas não destrói pelo mero prazer de destruir. Ele o faz para reconstruir, para em meio às ruínas meramente ideológicas, construir um Santuário para que seja cultuada a Verdade libertadora.

Esse é o escopo do legítimo Guru… Que em sânscrito quer dizer ”dissipador de trevas” – ao pé da letra.

O Professor Huberto Rohden tem como meta indicar o caminho da Autorrealização, fazer com que o homem velho de ontem, escravo das circunstâncias, possa em verdade afirmar a soberania da sua substância divina sobre todas as tiranias das circunstâncias humanas… Transmentalizar-se no Homem Novo e assim, uma nova creatura em Cristo.

E na humildade do seu coração, o Professor afirmava que não  era Mestre de ninguém e que estaria cumprida sua missão quando se tornasse supérfluo…

Assim dizem os Mestres do Espírito!

Nossa perene gratidão ao nosso querido irmão e orientador em Cristo.

      Sérgio Cavalini

NA MANJEDOURA DA ALMA

DE ALMA PARA ALMA – HUBERTO ROHDEN

Quantas vezes celebrei o aniversário do Natal de Jesus!

Agora anseio por celebrar o Natal do meu Cristo.

Do meu Cristo interno – sempre nascituro, e jamais nascido.

Do meu Cristo dormente – que não despertou.

Quando li, nos “Atos dos Apóstolos” de Mestre Lucas, que em 120 pessoas havia despertado o Cristo, no primeiro Pentecostes – pasmei…

O Nascimento do Cristo Carismático – que maravilhoso Natal!

Naquela gloriosa manhã, às 9 horas, em Jerusalém.

E perguntei a mim mesmo: Por que não me acontece esse Natal?

Eu o sei, porque não…

Não me acontece porque não passei pelo silêncio da meditação, como aqueles 120.

Ando sempre no ruído dos profanos do meu ego humano – e não entro no silêncio sagrado do meu Eu divino.

O Cristo interno não nasce no ruído – só nasce no silêncio.

No silêncio da presença…

No silêncio da plenitude…

Vou fazer de mim uma humana vacuidade – para ser plenificado pela divina plenitude.

A minha ego-vacuidade clamará pela Cristo-plenitude.

E celebrarei o Natal do meu Cristo.

Em tempos antigos, só sabia eu do Jesus humano que vivera uma única vez na terra da Palestina.

Como poderia esse Jesus nascer e viver em mim?

Hoje sei que o mesmo Cristo que encarnou em Jesus pode encarnar também em mim.

Não foi ele mesmo que disse que estaria conosco todos os dias até à consumação dos séculos?

E não afirmou ele: “Eu estou em vós e vós estais em mim”?

Minha alma pode ser uma manjedoura para o Natal do Cristo.

O Natal de Jesus degenerou em festa social e comercial – o Natal do meu Cristo será jamais profanado nem profanizado.

AUTORREALIZAÇÃO

NATUREZA HUMANA:EGO E EU DIVINO

Esse símbolo representa o grande simbolizado do homem cósmico… Os três círculos coloridos representam o ser humano em sua tríplice natureza: física, mental e emocional.

A cruz cósmica de quatro pontas iguais simboliza em sua haste vertical superior, a mística divina, rumo às alturas de Deus. Ela deve ultrapassar as periferias do ego humano.

A haste inferior vertical nos leva a harmonização com toda natureza infra-humana também ultrapassando as periferias do ego inferior.

A haste horizontal simboliza a ética e a fraternidade para com toda humanidade.

O Eu divino, nosso senhor e mestre, está no centro do símbolo, realizando assim o homem integral: Corpo – mente e emoções integradas na nossa natureza crística e divina.

Somos de estirpe divina, como diz São Paulo. O reino de Deus está dentro de vós – é um tesouro oculto, a pérola preciosa, como proclamou Jesus.

Para o Cristo em nós se manifestar é preciso transpor as barreiras do nosso ego físico, mental e emocional.

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A expressão máxima do homem integral surgiu há 2021 anos na gruta de Belém.

Jesus Cristo ao cumprir a vontade do Pai foi um exemplo de autorrealização… Por isso entrou em sua glória.

 Ele é o caminho, a verdade e a vida, quem o segue, não anda em trevas…

O grande iluminado Ramana Maharish afirmou no século passado:

“Sua própria autorrealização é o maior serviço que podeis prestar ao mundo”.

O EGO NO PALCO DA VIDA

Texto inspirado em livros de Huberto Rohden.

A vida é um teatro. Ora um drama… Ora uma tragédia… Ora uma comédia… E o ego é o ator, a persona, a máscara que encobre o genuíno Eu.

Identificar com o ego é uma ilusão fatal.

Hoje, por exemplo, acontece ao teu ego uma censura, amanhã um elogio. Em face da censura, ele se irrita e logo procura argumentos para provar que o vitupério não tem fundamento, que é apenas má vontade, mentira e inveja dos outros; mas, em face dos louvores o teu ego fica inchado, convencido de que cada palavra de elogio representa puríssima verdade.

Isto pensa o teu pequeno ego – mas o teu grande Eu, lá na plateia de espectador, nada tem que ver com isto; está acima dos partidos. O ego é um grande comediante, político, diplomata…

Francisco de Assis chamava seu ego “frater ásino” (irmão burro) e conversava com ele sobre as alegrias e as mágoas dele.

– Hoje te censuraram frater ásino, burrinho, e ficaste todo triste e nervoso…

– Hoje te elogiaram, frater ásino, e ficaste todo inchado de vaidade.

– Como estás cansado, meu burrinho! Repousa um pouco!…

Assim conversava o sorridente poeta místico, certo de que o Eu divino da alma nada tinha que ver com os gozos e sofrimentos do seu ego humano.

O homem que se convence definitivamente de que tudo que apenas lhe acontece da parte das adversidades da natureza ou da perversidade dos homens, fica na periferia da sua máscara personal, então entra ele na grande paz.

É preciso praticar a serena imperturbabilidade de não ser atingido na sua íntima realidade pelo que os outros dizem ou pensam. Diante da censura ou dos elogios fiquemos imperturbáveis.

Os yogues do Oriente sabem, há milênios, que podemos ultrapassar todos os sansaras (agitação) e entrar no grandioso nirvana (quietude) do nosso eterno eu.  

Dentre as frases da Sabedoria dos Séculos inspiradas por Rohden está esta afirmação. Ele recomenda recitar vagarosa e meditativamente, repetidas vezes:

Não sou melhor porque me louvam, nem sou pior porque me censuram – sou, na verdade, o que sou a teus olhos, Senhor, e à Luz da minha consciência.

DEZEMBRO DE 2021

SOFRÊNCIA

A SOFRÊNCIA É UM FENOMENO UNIVERSAL

Toda a vida da natureza em evolução está baseada numa espécie de sofrimento sadio.

Não há evolução sem resistência ou sofrimento.

O sofrimento sadio está a serviço da integridade e evolução do corpo. Se um ferimento não causasse dor, nenhum organismo existiria sem lesões corporais.

N a humanidade, porém, aparece um novo motivo de sofrência, que não visa apenas o corpo, mas a realização do homem integral.

Sem sofrimento não há evolução superior, mas perpétua estagnação.

O homem é realizável, mas não realizado. Pode estar terminada a sua evolução corporal – falta, porém, a realização hominal.

Diz um pensador moderno: “Deus creou o homem o menos possível, para que o homem se possa crear o mais possível”.

Esta transição ascensional do menos para o mais implica em sofrência, num sofrimento sadio e evolutivo.  

Se não houvesse sofrimento na humanidade, haveria eterna estagnação, ou até involução.

Mas as leis cósmicas do Universo exigem imperiosa evolução.

Poucos podem evitar o sofrimento – todos podem aprender como sofrer.  

Querer consolar alguém em pleno sofrimento, nem sempre é possível: o remédio contra o sofrimento deve começar antes de qualquer sofrimento – assim como a vacina contra uma doença deve ser aplicada em plena saúde.

Assim, a profilaxia da dor não pode ser dada no momento da tragédia, mas em plena bonança e saúde…

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Para saber mais, leia o livro “Porque sofremos” de Huberto Rohden.

UNIDADE NA DIVERSIDADE

A LUZ DIVINA SE MANIFESTA EM INFINITAS CORES E A ESSÊNCIA É INCOLOR.

O Universo como seu nome diz é unidade na diversidade – resulta numa estupenda harmonia, que é perfeito equilíbrio entre dois polos da natureza, aparentemente contrários, mas, realmente complementares: o Uno da causa vertido (verso) na pluralidade dos efeitos.

Os diversos se encontram na unidade.

Os gregos deram o nome ao universo kosmos, cujo radical significa beleza.

Os romanos deram ao Universo o nome mundus, que quer dizer puro.

Quando o homem se universifica, torna-se belo e puro, como o kosmos e o mundus.

Se houvesse apenas unidade sem diversidade teríamos uma insuportável monotonia.

Se houvesse apenas diversidade sem unidade acabaria tudo num imenso caos.

Assim também a humanidade é uma existência nas suas diversas manifestações e unidas por uma Única Essência.

Belo é o cumprimento dos hindus:

NAMASTÊ!… O Deus em mim saúda o Deus em ti!

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(Baseado nestes conceitos o filósofo Huberto Rohden propôs a sua Filosofia Univérsica)