VIDA – SEMPRE VIVA

Texto de Huberto Rohden

Todo ano, dia a dia, operam-se nos reinos da natureza milhares de ressurreições…

Minúsculo grãozinho de semente, após longa e silente hibernação, surge aos fulgores da vida real…

Como é isto possível?… Possível é porque a invisível alma do cosmos, individualizada no pequenino germe, possui a estupenda virtude de arquitetar a viridente maravilha do organismo vegetal…

E não poderia Deus fazer sem a natureza o que faz perenemente por meio dela?…

Acendem-se, no macrocosmos sidéreo, legiões de astros, extinguem-se, reacendem-se com todas as graduações de fulgores – e não poderia o macrocosmos do corpo humano, recompor-se e brilhar em vida nova?… Quem crê na Onipotência de Deus, não pode descrer da transformação do corpo…

Transformação do corpo material em imaterial.

ANALOGIA AO CORPO HUMANO POR SÃO PAULO

Huberto Rohden comenta:

Cada um de nós precisa dos outros.

Cada um precisa de todos – e todos precisam de cada um…

A prosperidade do Todo depende do trabalho perfeito de cada fator individual – e a felicidade desse fator está na colaboração harmônica do conjunto.

É necessária a diversidade das funções para a unidade do ser.

Vida perfeita só resulta da ação convergente de numerosos órgãos, membros e unidades vitais – e quanto mais alta na escala dos seres se acha a vida, quanto mais diferenciadas suas funções vitais, tanto mais estreitas devem ser a harmonia e solidariedade dos componentes desse organismo superior.

Membros do corpo místico de Jesus, trabalhai fraternalmente, sob a direção do espírito do Cristo!…

* * *

Nas Notas explicativas da tradução de sua tradução do Novo Testamento Rohden escreve:

“Dissera o apóstolo que não obstante a multiplicidade dos dons Divinos, um só é o Espírito Santo, autor deles; e passa a mostrar esta verdade por meio de um paralelo tirado do corpo humano: assim como cada membro do corpo e cada órgão têm a sua função peculiar, ainda que todos tenham por princípio um e o mesmo espírito (a Alma) que dirige a um fim harmônico as diversas partes e suas atividades – de modo análogo acontece também na igreja de Deus”.

VINGAR, PERDOAR, DESLIGAR…

Texto do livro METAFÍSICA DO CRISTIANISMO de Huberto Rohden.

          Eu, que é luz, é inofendível, ao passo que o ego, que ainda é como água (se contamina), é ofendível. Quanto mais ofendível alguém é, tanto mais ele é ego — e quanto mais inofendível alguém é tanto mais ele é Eu. O ego sofre de ofendismo crônico, e, não raro, de ofendite aguda. E, o que é mais estranho, muitas vezes o ego se sente ofendido, mesmo quando não há ofensor — ele inventa pseudo-ofensas.

         Quem se sente ofendido confessa que se acha no mesmo plano do ofensor; quem não se sente ofendido, está num plano acima do ofensor.

         A lei de Moisés manda vingar a ofensa — “olho por olho, dente por dente”. Certos teólogos mandam perdoar a ofensa. Mas, tanto o vingador como o perdoador prova que ainda está no plano inferior da egoidade, uma vez que somente o ego é ofendível.

         Melhor do que vingar ou perdoar é desligar-se, ultrapassar a horizontal do ego ofendível e subir para a vertical do Eu inofendível. Mahatma Gandhi, pelo fim da vida, foi perguntado se havia perdoado todas as injustiças a seus inimigos, e respondeu não, porque nunca ninguém o ofendera. Esta resposta prova que ele já não se achava no plano do ego ofendível, mas sim nas alturas do Eu inofendível.

         No texto sacro, o sentido exato da palavra tradicional “perdoar” significa libertar, desligar, soltar, não se sentir credor de ninguém nem considerar alguém seu devedor.

LIBERDADE DE CADA UM

Trecho de uma entrevista de Huberto Rohden no Programa Xênia da TV Bandeirantes.

        – Professor, entre cientistas e filósofos, existe a discussão sobre o livre arbítrio do Homem. Existe Professor?

         – Todos os livros que eu conheço sobre o assunto fazem uma permanente confusão entre liberdade potencial e liberdade atual. Faz parte da natureza de todo ser humano normal que seja potencialmente livre, mas ninguém nasce atualmente livre. Ao nascermos nós temos todo material de toda obra para nos tornarmos livres, para conquistarmos a liberdade atual, mas isto é tarefa de uma vida inteira.

        A liberdade potencial é um presente de berço que todos têm. A liberdade atual é uma conquista da nossa consciência que poucos conseguem. Muitos vão até o fim da vida e apenas têm a liberdade potencial que já tiveram ao nascer. Nunca desenvolveram a sua liberdade de forma atualizada. Buda, Cristo, Mahatma Gandhi; só estes…

        Eu não creio que há 1% da humanidade aqui em São Paulo, entre estes 8 milhões (em 76) de habitantes – eu não creio que haja 1% de homens e mulheres que tenham conquistado a sua liberdade atual, embora todos tenham liberdade potencial. Por quê?

        Porque o grosso da humanidade não quer fazer um esforço de se libertar da escravidão tradicional de todos.  Nós somos escravos do dinheiro, somos escravos do sexo, somos escravos da sociedade e escravos de muitas outras escravidões. Somos todos grandes escravocratas e grandes escravizados.

        A lei áurea de 13 de maio que aboliu a escravidão negra é um fato histórico do passado. E quem foi que aboliu a escravidão branca, e a escravidão dos vermelhos, e a escravidão dos amarelos, a escravidão humana? Ninguém pode abolir por decreto. Agora cada um pode tratar de abolir a sua escravidão individual e proclamar a sua libertação individual. Isto é possível. Mas quem é que faz? Não há 1% dos homens que são realmente livres. 99% são escravos até a morte.

        – E onde entra o livre arbítrio, professor?

        – O livre arbítrio existe desde o início, mas é apenas uma potencialidade – é matéria prima para o livre arbítrio atualizado. Mas quem não atualiza o livre arbítrio que ele recebeu como presente de berço não se libertou, e o grosso da humanidade não se liberta. Vocês podem ver: este pessoal aí a cada momento é escravo de tudo. São escravos da sociedade, são escravos do dinheiro, são escravos do sexo, são escravos de tudo – não se libertam nada.

        Liberdade não quer dizer fugir destas coisas, eu não mando fugir do dinheiro, não mando fugir nem da família, nem do sexo, nem da sociedade. Libertar é outra coisa do que fugir. Eu devo ser livre no meio dos escravos, eu posso ser puro no meio dos impuros. Isso eu chamo libertação. Não é fugir, não é abandonar – isto é outra covardia. Quem abandona confessa que é fraco. E fraqueza é escravidão. Eu tenho de ser livre no meio da escravidão.

SETEMBRO 2020

SABE POR QUE VIVES!

Do livro IMPERATIVOS DA VIDA de Huberto Rohden.

          O homem não necessita senão de um mínimo de conforto material quando a sua vida tem uma finalidade nitidamente consciente, quando ele sabe por que vive, trabalha, sofre.

          Uma causa grande e digna, claramente apreendida e entusiasticamente abraçada, torna grandiosamente fascinante e bela a mais bela das existências.

          O homem sem ideal rasteja penosamente pelas baixadas da vida – o homem empolgado por uma grande causa cria asas e voa jubilosamente por cima de todos os obstáculos.

          É necessário saber sonhar!

          Sonhar, não esses sonhos quiméricos, ocos, mas os grandes sonhos do mundo das excelsas realidades ainda não realizadas, porém realizáveis pelos audaciosos aventureiros do Infinito.

          A mais dura das vidas torna-se suave quando o homem tem plena certeza porque vive e conhece o caminho que trilha.

          Vida enfadonha e intolerável é uma vida sem ideal nem finalidade.

          O seguro morreu de velho – mas o aventureiro vive perpétua juventude.

          Se eu tivesse 100% de segurança, segurança nacional e segurança individual, mas não tivesse a liberdade de sonhar sonhos pelas infindas regiões do Além, de que me serviria toda essa tediosa segurança?

          Basta-me um mínimo de segurança – mas tenho necessidade de muita liberdade para sonhar…

          A excessiva segurança me faz envelhecer em plena juventude – a vasta liberdade me garante mocidade em plena velhice…

          Prefiro ser um velho jovem a ser um jovem velho…

           Sabe, pois meu amigo, porque vives – e viverás intensamente…

           Jubilosamente…

          Exultantemente…

O TENEBROSO PROPLEMA DO SOFRIMENTO INOCENTE

Trecho do livro Porque sofremos de Huberto Rohden (4ª edição).

As edições posteriores foram reescritas, mas, a beleza do texto deve constar na memória Rohden. 

           Quando os amigos de Jó tinham esgotado os recursos da sua sabedoria, sem solver o tenebroso problema da dor, mas complicando-o cada vez mais com os seus falsos postulados, interveio o próprio Deus e disse ao homem de Hus e a seus desastrados consoladores:

            “Quem é esse homem que com palavras insensatas obscurece planos cheios de sabedoria? Levanta-te! Arma-te! Perguntar-te-ei — e dar-me-ás lições!…  Ousarás condenar a justiça dos meus desígnios? Condenar-me a mim para te justificares a ti mesmo?”. . .

            Em seguida, enumera Deus todas as grandezas da sua creação, desde as maravilhas do mundo sideral até aos prodígios da força e beleza que povoam a terra, e faz sentir a Jó a sua própria miséria e insignificância. O que o apóstolo Paulo, mais tarde, escreveu sobre o absoluto e inconteste direito que o oleiro tem sobre o vaso de barro que formou… Isto faz Deus sentir em cheio ao homem justo e reto de Hus, reduzido àquela extrema miséria.

           Por que sofria Jó? Não porque tivesse pecado, mas porque o divino Artífice tem o direito de fazer do seu artefato o que lhe aprouver. Pode dar-lhe forma perfeita ou imperfeita como quiser. Pode orná-lo de belos desenhos, ou deixá-lo sem ornato algum. Pode destiná-lo a fins honrosos ou a uso ordinário. Pode também quebrar o vaso de argila, parti-lo ao meio, reduzi-lo a mil fragmentos, a pó, se quiser — sem que ao barro assista o direito de se queixar desse trato, uma vez que o vaso – quer em sua matéria-prima, quer em sua forma, é absoluta e incondicional propriedade de seu dono e autor.

            Reconhece Jó a grandeza de Deus e a humana pequenez, e exclama:

            “Agora reconheço, Senhor, que tudo podes!

            Só de ouvir-dizer te conhecia eu —

            Agora te conheço de vista. . .

            Por isto, revogo!

            Arrependo-me!

            Eu — cinza e pó”!..

            E, no momento em que Jó reconhece e confessa que Deus pode fazer do homem o que entender, cede a tensão do problema, termina o drama dos conflitos, está solucionado o enigma do sofrimento, e, de acordo com a ideologia da época, é o sofredor inocente reintegrado em todos os seus direitos: recupera saúde perfeita e são-lhe restituídos duplamente os haveres que perdera.

            Assim devia necessariamente rematar a tragédia das dores, à luz da Torah — como não teria terminado a luz do Evangelho. . . Tal era à solução que então se sabia dar ao tenebroso enigma do sofrimento humano, sobretudo às dores do inocente.

            Deus tem o direito. . .

            Deus o quer. . .

            Só cumpre ao homem calar e submeter-se. . .

            Solução verdadeira e certa — mas ainda incompleta. . .

A BIOLOGIA DA DOR

 

Texto do livro Porque sofremos (4ª edição) – Huberto Rohden

            Todo ser vivo, ao menos no presente estágio, se acha sujeito ao sofrimento. É lei da natureza.

            A função biológica da dor é da mais alta relevância, porque está a serviço da conservação e evolução do indivíduo e da espécie. Sendo o ser vivo um conjunto de elementos de cuja harmonia funcional depende a vida e atividade vital, deve o indivíduo zelar solicitamente pela existência e integridade de cada um desses fatores. Para conseguir que o ser vivo cuide eficazmente da existência e integridade dos seus elementos constitutivos é que a Natureza, sempre admirável em suas leis, o dotou da faculdade de sentir dor e prazer, sendo aquela uma advertência de perigo iminente, e este um atestado de funcionamento normal.

            Entretanto, nem a dor nem o prazer limitam a sua missão à simples conservação do indivíduo. Vão além, e, uma vez que a conservação do indivíduo por maior lapso de tempo não é possível sem a perpetuação da espécie, desempenham a dor e o prazer importantíssimo papel na reprodução biológica do ser. Se assim não fosse, não tardaria a vida da espécie a extinguir-se sobre a face da terra com a extinção do indivíduo.

            Toda a lesão orgânica, toda a afecção mórbida, a sede, a fome, a fadiga, provocam no indivíduo uma espécie de dor, impelindo-o a libertar-se do desagradável dessa sensação e contribuindo assim para a existência, saúde e integridade do ser.

            Assim é que, em todo o âmbito da natureza viva, a dor não é um fim, mas tão somente um meio para atingir um fim superior — como também o prazer tem por fim a consecução dum determinado objetivo considerado pelas leis naturais como necessário ou conveniente.

            Nenhum organismo repararia prontamente as lesões sofridas se com o ferimento não experimentasse tal ou qual sensação de dor. Pode esta sensação ser nitidamente consciente nos seres superiores, ao passo que nos organismos inferiores é, talvez, semiconsciente ou subconsciente, segundo o grau que cada ser ocupa na escala hierárquica da vida. Pode percorrer toda a escala das dores, desde a mais intensa até a mais fraca e diluída; mas, de algum modo, ela existe e impele o indivíduo a cuidar de si mesmo.

            Por onde se vê que, mesmo no plano mais primitivo, o sofrimento tem uma função essencialmente positiva, benéfica, salvífica, construtora. Não existe em todo o universo dos seres vivos uma dor de caráter e finalidade negativos, destruidores ou simplesmente passivos.

            Toda dor é uma afirmação — e não uma negação.

            Toda dor está a serviço da vida — e não da morte.

            Toda dor é inimiga da estagnação e do regresso — e amiga da evolução e do aperfeiçoamento.

            Toda dor é construtora — e não demolidora.

            O escopo de toda dor é, em última análise, o prazer, porque este é índice de saúde e integridade vital.

            Dor e prazer são irmãos, e, por mais diversos que pareçam, têm a mesma natureza e a mesma missão a cumprir, missão nobre, positiva, sublime: a defesa da vida em todas as suas formas e manifestações. A dor é a poderosa vanguarda da vida, a vigilante atalaia do mais grandioso fenômeno que sobre este planeta apareceu.

            Impossível seria, não somente a conservação da vida, senão também a evolução da mesma, nos vastos domínios da flora e fauna, se lhe faltassem esses dois fatores: a dor e o prazer. São os dois polos sobre os quais gira toda essa deslumbrante epopeia evolutiva que abrange milhares de séculos e de milênios. A paleontologia descobriu fósseis nas estratificações geológicas dos períodos siluriano e cambriano, que remontam a uns setecentos milhões de anos antes da nossa era. Já nesses tempos pré-históricos existiam, portanto, seres orgânicos: moluscos, trilobitas, corais; e já nessas épocas obscuras imperavam sobre a face da terra esses soberanos da evolução: a dor e o prazer.

Nunca teriam os tempos subsequentes da Trias, Jura e Creta — uns trezentos milhões de anos antes da nossa era — visto os gigantescos sáurios de 25 metros de comprimento e 40 toneladas de peso; nunca teria o período Terciário — cerca de duzentos milhões de anos antes do nosso tempo — produzido essa imensa variedade de peixes, répteis, aves e mamíferos, se não imperassem sobre a terra a dor e o seu sorridente irmão, o prazer.

            Nunca teria o microscópico protozoário unicelular saído do nível primitivo da sua extrema simplicidade, se não fora capaz de sentir algo de agradável e desagradável dentro da gotinha incolor de protoplasma que lhe constitui o corpo gelatinoso.

            Nem jamais teria ao mundo dos peixes e répteis sucedido o das voláteis e dos quadrúpedes, se na criação de órgãos locomotores mais perfeitos não houvesse alguma sensação de prazer suplantando o desprazer.

            Sobre as asas noturnas da dor e as asas diurnas do prazer se processa toda a evolução do mundo orgânico.

O SOFRIMENTO

SOFRIMENTO

Trecho da 4ª edição do livro “Porque sofremos” de Huberto Rohden

(as edições seguintes foram totalmente reformuladas)

            Toda culpa acarreta uma pena é esta a inexorável biologia do universo espiritual. Toda desordem tem de ser reintegrada na ordem por meio do sofrimento.

            Se a desordem é prole dum gozo ilegal, só pode a ordem ser filha dum desgozo, dum sofrimento.

            Se o prazer ilegal macula, a dor redime.

            Entretanto, como dizíamos, a finalidade da dor não se cifra nesse papel negativo, nesse pagamento de débito, nesse simples restabelecimento da ordem perturbada pela culpa. A dor tem também caráter de crédito, tem uma função nitidamente positiva e construtora e é precisamente isto que dá conforto, coragem e serenidade a todo humano sofredor.

            A dor, quando compreendida, é um poderoso fator de evolução rumo às alturas, é um veemente estímulo de progressiva espiritualização da vida.

            Não afirmamos que a dor, considerada em si mesma, tenha caráter redentor, mas, sim, que Deus se serve do sofrimento para redimir o homem das suas misérias e imperfeições.

            Não foi o sofrimento de Cristo que redimiu a humanidade mas foi Jesus que, por meio do seu sofrimento, nos redimiu. E assim continua a ser através de todos os séculos: Deus redime o homem por meio da dor.

            Não nos pode a redenção de Cristo libertar da Geena de Satã se o homem não se libertar da irredenção do seu egoísmo e orgulho, do inferno do seu ódio e da Sodoma da sua luxúria.

            É a dor, esse anjo de Deus vestido de crepe, que descerra ao homem cativo às portas do cárcere, para que entre no vasto e luminoso reino da liberdade dos filhos de Deus.

            Esse emissário da Divindade, é certo, tem algo de funéreo, de noturno, de triste e lacrimoso mas brilham-lhe nos olhos esperanças de felicidade e sorriem-lhe nos lábios alvoradas de vida imortal.

            Ninguém pode amar o sofrimento por causa dele mesmo, assim como ninguém pode gozar o desgozo mas o sofrimento, quando compreendido em sua suprema finalidade, pode ser tolerado com serenidade e até abraçado com amor.

            Pode o homem, através de muitas lágrimas, chegar a encontrar mais profunda quietação espiritual na noite estrelada das suas dores do que no dia meridiano dos seus prazeres.

            A treva é silenciosa e pressaga – mas no alto brilham os luzeiros de Deus, cujo silêncio diz mais ao homem espiritualizado pela dor do que todos os ruídos do dia profano.

            Existe uma misteriosa alquimia que em ouro de lei converte todos os minérios, até a substância mais vil — e é do cadinho do sofrimento que o homem extrai esse metal precioso.

            Quem vive o Evangelho de Cristo conhece o segredo dessa alquimia.

            Se o homem moderno não sabe sofrer com serenidade é porque, quando muito, crê no Cristo do passado – mas não vive o Cristo do presente…

            Não bastam herbários mortos nem palhas secas de humana teologia – são necessárias as ”águas vivas” do Cristo que brotam dos rochedos vivos da eternidade e jorram para a vida eterna,…

            Companheiros de jornada e de destino, sigamos o Cristo, rumo ao Calvário e rumo à ressurreição…

AGOSTO

FELIZ AGOSTO

agosto