FORÇAS DE ARMAS E DE ALMAS

Sobre o militarismo Einstein dizia:

          “Se alguém é capaz de marchar em fila com prazer, ao som duma banda, basta para merecer o meu desprezo. Esse homem recebeu um cérebro volumoso por mero engano – a espinha dorsal seria perfeitamente suficiente para ele”.

          Rohden diz num rodapé da sua biografia de Einstein:

           Compreende-se esta violenta invectiva de Einstein contra o militarismo, quando esta atitude era um protesto contra a agressividade do nazismo de Hitler, quando as forças armadas da Alemanha estavam a serviço da destruição cultural e da opressão de povos indefesos e de nações pacíficas.

          Felizmente aqui no Brasil, não há motivo para este antimilitarismo; o nosso país nunca fez guerra de conquista. As forças armadas têm uma missão eminentemente pacífica, cultural e construtiva, empenhadas em garantir a integridade do País e a segurança nacional contra inimigos externos e internos.

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Que as nossas forças armadas continuem a serem também forças de almas  na missão de garantir a paz!…

DROGAS: FALTA DE SENTIDO

 

        Quando o sentido desaparece, uma busca por prazer imediato toma as rédeas. É uma situação que nos confrontamos todos os dias. Em escala mundial, jovens se referem a si mesmos como “geração sem futuro”. Sem dúvida, não é apenas ao cigarro que eles apelam: é às drogas.

        Na verdade, o consumo de drogas é um fenômeno de massas de sentimento de falta de sentido resultante de uma frustração das nossas necessidades existenciais – o que por sua vez, se transformou num fenômeno universal das nossas sociedades industriais.

        O uso de drogas provoca inicialmente sensação de bem-estar, é como experimentasse uma experiência mística, um êxtase induzido, uma felicidade e coragem, mas seus efeitos à longo prazo são desastrosos.

        Os efeitos das drogas podem ser percebidos em poucos minutos, logo após seu uso, mas tendem a durar poucos minutos, sendo necessária uma nova dose para prolongar seu efeito no corpo. Assim é muito comum a pessoa ficar viciada rapidamente.

        Difícil sair desta dependência!…

        No entanto, nem tudo está perdido. Há esperança…

        É preciso que o dependente entenda que ele pode se libertar e queira se libertar. Um bom terapeuta que o conduza a um trabalho que goste, mesmo que seja voluntário é uma boa solução. É preciso que ele se ocupe para esquecer-se das drogas.

        A ioga, a meditação, a convivência com pessoas bem orientadas, principalmente ex-dependentes, exemplos de superação, são caminhos para cura deste terrível mal de nossa sociedade.

 

LIÇÕES DA NATUREZA

A ave aprende a voar e os pais confiam no instinto do filhote para guiá-lo rumo à imensidão. Este não precisará mais do ninho.

Assim também o homem conectado com a natureza tem a intuição de soltar seu filho para o mundo no momento certo, pois, o Deus que está no interior guiará os seus passos.

SABEDORIA DA SEICHO-NO-IE

JESUS ENSINA PELA PARÁBOLA DOS TALENTOS QUE DEVEMOS MULTIPLICAR NOSSOS TALENTOS RECEBIDOS DE DEUS.

 Os mestres nos ensinam que devemos procurar agir com perfeição sem pensar nos resultados. O resto é com Deus.

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Vejam o que diz Eckhart Tolle em seu livro “O Poder do agora”:

        Não se preocupe com o resultado da sua ação, basta dar atenção à ação em si. O resultado surgirá espontaneamente. Essa é uma valiosa prática espiritual. No Bhagavad Gita, um dos mais antigos e mais belos ensinamentos espirituais que existem,o desapego ao resultado da ação é chamado Karma Yoga. É descrito como o caminho da “ação santificada”.

 

FEVEREIRO 2018

MORTE DE GANDHI

Em 30 de janeiro de 1948, o grande líder pacifista Mahatma Gandhi caminhava a um local onde costumava fazer orações quando foi interrompido por um homem armado. Percebendo o que iria lhe acontecer, antes mesmo do tiro fatal, o indiano juntou as mãos em forma de prece e, com um sorriso amoroso, perdoou o assassino.

Não haveria forma mais coerente deste mestre encerrar o seu ciclo na terra do que com um gesto de perdão. Gandhi era – e é – uma enorme referência de bondade, retidão e paz!

SÃO PAULO

 

Em 25 de janeiro de 1554, dia em que se comemora a conversão do apóstolo Paulo, o padre Manuel de Paiva celebra a primeira missa na colina. A celebração marcou o início da instalação dos jesuítas no local, e entrou para a história como o nascimento da cidade de São Paulo.

Mal sabiam os padres jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nóbrega que o pequeno povoado fundado para catequizar os índios, ia se tornar a terceira maior cidade do mundo.

Se a cidade foi sede dos principais bandeirantes que desbravaram o sertão e expandiram o território brasileiro, São Paulo o apóstolo, foi o maior bandeirante do Evangelho e responsável pela expansão do cristianismo.

O episódio da conversão de São Paulo se deu no ano I quando às portas de Damasco o jovem Saulo, perseguidor dos cristãos, é cercado por uma súbita luz e cai por terra.

Sobre este episódio Huberto Rohden escreve:

“Quem é tu, Senhor?… Que queres Senhor que eu faça”?…

Duas coisas apenas quer saber o fero leão de Tarso que à entrada de Damasco tombou: quem é esse poderoso vencedor – e o que ele exige.

Está Saulo disposto a se render e servir a um Ser superior a ele, mas exige que este Ser se declare e se prove superior. E o invisível alguém se declara e define: – É Jesus, o crucificado – Jesus redivivo, o Cristo imortal… Saulo rende-se ao divino Soberano…

E logo, dinâmico e empreendedor, quer fazer algo de grande para seu senhor. É necessário agir.

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Huberto Rohden escreveu a mais bela biografia do apóstolo, o livro: “Paulo de Tarso”.