MARAVILHAS DO UNIVERSO

(Do livro: “Maravilhas do universo” de Huberto Rohden)

                Quanto mais observamos as maravilhas do universo, na sua grandeza e na sua pequenez; quanto mais nos libertarmos de estreitezas e preconceitos, mais intimamente convictos diremos com o poeta:

                Meu Deus, eu te contemplo em todo o mundo,

                Da Natureza em toda a imensidade,

                No anseio do infinito e da verdade,

                Num arroubo de amor vivo e profundo…

Da rosa a mais louçã e alvinitente

Achei-te na corola acetinada…

Ah! Se lá não estiveras, certamente

Jamais ela nascera perfumada.

                Teu nome o microscópico bichinho

                No pó da larga estrada vai traçando;

                Por sobre as mansas águas doidejando,

                Teu nome delineia o mosquitinho…

Teu nome ouvi por entre esses gorjeios

Do gaturamo em tépidos palmares,

Teu nome adivinhei nos devaneios

Da mariposa a balouçar nos ares…

                No arroio a murmurar discreta prece

                Cravei meus olhos em cismar perdido;

                Teu nome vi no espelho refletido,

                Na onda o teu vulto transparente…

No mar e nessa brisa que perpassa

Eu te encontrei e na floresta escura,

No orvalho a gotejar, na ave que esvoaça –

Meu Deus! Achei-te em toda creatura!…

O HOMEM, ESSE DESCONHECIDO

(De uma palestra de Huberto Rohden)

            Eu já contei diversas vezes nos cursos de filosofia que os nossos grandes escritores nacionais e internacionais escrevem livros sobre o homem e constantemente, afirmam que o homem é um X, o homem é um enigma, o homem é um mistério, o homem é um desconhecido, como diz Alex Carrel, o homem é um fenômeno paradoxal, como diz Teilhard de Chardin. Tudo isto é dito nos livros.

            Eu leio aquilo e digo: e porque que nós nunca descobrimos nada? Porque há séculos e milênios o homem é um X. É um enigma, é um desconhecido. Será que nós nunca vamos conhecer o homem?

            Nós não conhecíamos os átomos – nós não conhecíamos no século passado os átomos. Agora todo o mundo sabe o que é um átomo. É um próton com muitos elétrons – isto chama átomo. Por que é que não fazemos a mesma coisa sobre o homem? Por que não vamos descobrir o homem?

            Nós conhecemos os astros, a astronomia. Imaginem com que precisão a nossa ciência conhece a astronomia. Um verdadeiro astrônomo e matemático pode calcular um eclipse solar ou lunar, se quiserem, com um século de antecedência. Um astrônomo pode saber que daqui a um século vai haver um eclipse solar no dia tal, na hora tal, no minuto tal e no segundo tal – e não vai falhar. Já fizeram. Por que é que os cientistas podem fazer isto? Porque as leis da natureza são absolutamente certas, não são arbitrárias. A natureza não muda. O sol nasce sempre no mesmo lugar e na mesma hora e põe-se sempre no mesmo lugar. Os astros giram do mesmo modo. Não há nenhuma arbitrariedade no universo. É um cronômetro de precisão. Todas as leis do universo são cronométricas, não falham. E por isso nós podemos fazer ciência. Se não houvesse a regularidade nas leis da natureza, nós não podíamos fazer ciência nenhuma.

            O homem é um eterno mistério. Por que nós não podemos investigar o homem como investigamos átomos e astros? Eu quero saber se eu acho uma resposta a esta pergunta.

ALBERT EINSTEIN – 138 ANOS DE NASCIMENTO

(14 de março de 1879 — 18 de abril de 1955).

O CIENTISTA QUE REVOLUCIONOU A ARTE DE PENSAR

Palavras de Huberto Rohden:

        Einstein introduziu no plano da ciência a palavra intuição.Intuição outrora não era palavra científica; intelecto, inteligência eram palavras científicas. Antes diziam: “- Mas um cientista não pode falar em intuição, isto é degradar a ciência.” Mas, Einstein fala claramente a cada momento em intuição, quando diz que as grandes leis do universo não podem ser descobertas apenas por análise e lógica, mas necessitam da intuição, por isso ele revolucionou a arte do pensar científica, não só a arte de pensar humana, de cada dia, mas revolucionou a arte de pensar em moldes de ciência. Isto ele chama de ciência integral. Ciência parcial é a intelectual.

        Ciência Integral para Einstein é igual a: horizontal + vertical, inteligência + razão, análise + intuição. E ainda afirma que tudo o que ele fez na ciência, foi feito por intuição. Parece fugir da ciência, parece apelar para outra coisa que não é ciência. Mas ele fez uma revolução unindo a análise intelectual com a intuição racional.

        Ninguém sabe dizer o que ele chama de intuição. O povo usa essa palavra com outro sentido, trocam intuição por pressentimento.

        O que Einstein chama por intuição é uma mensagem que nos vem além da inteligência.

(para saber mais leiam o livro: “Einstein, o enigma do universo” de Huberto Rohden)

MARAVILHOSA MULHER

A criança que fui, chora na estrada

Deixei-a ali, quando vim ser quem sou.

Mas hoje, vendo que o que sou é nada

Quero ir buscar quem fui, onde ficou.

Fernando Pessoa

DEUS NOS CREOU, MARAVILHOSA MULHER.

     Fomos creadas com promessas divinas de fazermos bom uso de tudo que, de antemão nos foi ofertado: um corpo capaz que paulatinamente cresceu, um coração e uma mente que não cessam o seu desenvolvimento.

     A criança que fomos chora pelas promessas nela contidas e ainda não realizadas.

     Uma semente de árvore já contém a própria árvore, e se permite desenvolver em totalidade. Permitamos que a semente plantada em nós germine e se desenvolva.

     Nossas mãos foram feitas para servir incondicionalmente a Deus, para executar toda espécie de trabalho. Que elas sejam úteis!

     Nossos olhos foram feitos para contemplar o bem e a beleza divina da creação. Enxerguemos  em todas as pessoas o ser divino que são.

     Contemplemos, honremos e preservemos a natureza que temos.

     Nossos pés foram feitos para nos enveredar pelo caminho da luz e da verdade.  Como são formosos os nossos pés que buscam a luz!

     E nosso coração foi feito para que Deus ame através dele. Permitamos que Ele ame!

A MAGNIFICÊNCIA DA VIDA

olho-humano

(Por Masaharu Taniguchi)

                O globo ocular é um maravilhoso televisor em cores. Um aparelho de televisão em cores é muito grande e pesado, de difícil transporte. Além disso, a tela é limitada e as cores não são naturais. Mas o televisor chamado olho humano é “microportátil” e não sentimos nenhum peso para transportá-lo; o campo visual é amplo e, apesar de sua diminuta abertura, capta uma paisagem extensa e nos permite vê-la em seu colorido natural. Podemos dizer que a misteriosa força que criou esse televisor portátil em cores chamado olho é dotada de magnífica sabedoria. Essa força magnífica é Deus – a Grande Vida – e existe dentro de nós, constituindo nossa “vida individual”.

MARÇO 2017

marco

ORAÇÃO PELA PAZ MUNDIAL

Enviado por Maria Lúcia Matheus Villaça

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