ORAÇÃO PELA PAZ MUNDIAL

Enviado por Maria Lúcia Matheus Villaça

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COSMOMEDITAÇÃO

QUE É COSMOMEDITAÇÃO?

Huberto Rohden

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Há alguns decênios que milhares de pessoas, aqui no ocidente, praticam meditação, que, outrora, era restrita ao oriente ou a alguns conventos de frades e freiras.

            Hoje em dia, milhares de pessoas de todas as condições de vida – negociantes, industriais, advogados, médicos, estudantes, pessoas tidas por inteiramente profanas – fazem ou tentam fazer a sua hora de meditação, de manhã cedo ou à noite.

            É que muitos descobriram que há, nos profundos redutos dessa prática, algo que não tem nome, mas que tem sabor de tranquilidade, de paz, de felicidade.

            Acontece, todavia, que quase todos acham difícil esse exercício; muitos desanimam depois de algum período; outros continuam com árdua persistência, esperando melhores frutos para o futuro. Por vezes, um só lampejo de inefável beatitude os anima a prosseguirem.

            Uma senhora católica que, há decênios, faz ou tenta fazer meditação, disse-me que nunca conseguiu meia hora de verdadeira concentração, e duvida seriamente que jamais uma pessoa o tenha conseguido – mesmo daquelas que fazem retiros espirituais de diversos dias.

            Respondi àquela senhora que lhe dou plena razão, em virtude duma premissa falsa que ela e muitos outros tomam por ponto de partida. Tentei explicar-lhe essa premissa falsa, mas não garanto que o tenha conseguido. O erro em que quase todas as pessoas baseiam a sua meditação é tão inveterado, tem tantos séculos de existência, que é dificílimo erradicá-lo. É como esse asfalto duríssimo das ruas das nossas cidades; que esforço, que barulho infernal quando uma dessas máquinas de compressão atmosférica procura romper essa camada de asfalto, pedra e cimento! Coitados dos moradores da vizinhança que não conseguem dormir noites seguidas com tamanho barulho.

            Falarei das minhas experiências pessoais; mas, como a nossa educação dentro do ambiente cristão é mais ou menos a mesma, com pouca diferença, julgo ser válido para os outros o que digo de mim mesmo.

            Nos colégios, nas igrejas e nos institutos de educação, fomos quase todos convidados a fazer a nossa meditação diária. Por via de regra, o diretor espiritual propunha três pontos para a meditação, além de um prelúdio e duma peroração. Os pontos de meditação se referiam, quase sempre, a trechos bíblicos, sobretudo do Evangelho, por vezes também à vida dos santos.

            Quer dizer que a tal meditação consistia em pensar, analisar e estudar o sentido exato, esmiuçando o respectivo tópico e aplicando-o à sua vida pessoal.

            É inegável que esse processo é muito útil para o estudo e a compreensão profunda de um texto dos livros sacros.

            E, se esta luz de compreensão profunda melhorasse realmente a vida do meditante, a meditação seria o meio ideal para autorrealização e santificação do homem.

            Infelizmente, porém, é inaceitável que o homem se torne melhor pela simples compreensão intelectual de uma verdade. Pode um homem ter 100% de compreensão analítica de todos os textos do Evangelho, ou até da Bíblia inteira, e continuar a ser um homem 100% profano.

            Não se trata absolutamente de entender, de inteligir, de analisar o sentido das palavras. Já dizia Paulo de Tarso que a “letra mata”, a inteligência da letra mata o espírito se além dessa letra mortífera não vier o espírito vivificante – e esse espírito não vem da letra.

            Este espírito vivificante não é produto duma meditação meramente analítica.

            Não negamos que o estudo da letra possa servir de condição preliminar sobre a qual se possa projetar a espiritualidade. Negamos, porém, que essas análises mentais possam ser a causa do advento do espírito.

            Mais ainda, em muitíssimos casos essas análises mentais do texto sacro são verdadeiros empecilhos que impedem o advento do espírito de Deus. Inúmeras pessoas se contentam com essa acrobacia mental, que não permite ouvir a voz de Deus. Não permitem que Deus lhes fale porque eles não se calam – e onde o homem fala Deus se cala.

            O maior equívoco que inutiliza a meditação é que o homem julgue dever falar a Deus em vez de permitir que Deus fale com ele. Que coisa pode a nossa pobre vacuidade humana dizer à Infinita Plenitude de Deus? Nada recebem das águas vivas do espírito de Deus os que de antemão obstruíram todos os canais pelos quais as águas da fonte poderiam fluir.

            Muitos fazem da meditação uma interminável ladainha de pedidos: lembram a Deus que têm falta disto, falta daquilo, falta de saúde, de bons negócios, de um emprego rendoso, etc. Outros chegam ao ponto de fazer negociatas com Deus: prometem rezar tantos terços, mandar dizer tantas missas, dar tantas esmolas, se Deus lhes fizer a vontade – seja feita a minha vontade assim na terra como no céu.

            Corroboram até com palavras do Divino Mestre as suas meditações: “Pedi e recebereis – tudo que pedirdes ao Pai em meu nome ele vô-lo dará”.

            Esquecem-se das outras palavras do Mestre: “Vosso Pai celeste sabe que de tudo isto haveis mister – antes mesmo de lho pedirdes”.

 

INTERPRETAÇÃO DO TEXTO

parabola

(Extraído de uma palestra de Rohden, dada no Rio de Janeiro em 1973)

     Se entregarmos a uma criança da escola primária uma das obras da literatura internacional – A Divina Comédia de Dante, Fausto de Goethe ou um drama de Shakespeare e pedirmos à criança que nos dê seu parecer sobre esses livros, a criança vai dizer que esta letra é mais bonita do que a outra, que gosta mais do A do que do B… E, se os livros forem impressos em cores, vermelho ou azul, vai dizer que o vermelho é mais bonito do que o azul. Essa á a opinião da criança. Não vai saber nada do conteúdo do livro. Vai se referir ao corpo do livro, ignorando a alma. Isto é natural para a criança.

    Se entregarmos um dos livros a um adolescente de 15 anos, pedindo um parecer sobre o livro, o adolescente vai dizer que essa frase está melhor construída do que a outra; tem sujeito, objeto e predicado. A gramática está certa, a sintaxe está certa e dirá que gosta mais do estilo de Dante ou do de Goethe. Ele vai analisar intelectualmente os livros.

     Mas, se entregarmos esses livros a um gênio intuitivo, não vai se referir à letra, nem à gramática, nem à sintaxe. Ele vai intuir a alma da Divina Comédia, do Fausto ou do drama de Shakespeare.

     É o nosso caso com as parábolas. A humanidade em grande parte é infantil, vai analisar as palavras empiricamente, fisicamente. Outros vão analisar as palavras intelectualmente, analiticamente. Talvez a humanidade esteja no segundo caso agora.

     Mas as parábolas não têm este sentido, nem físico, nem intelectual. São a mais alta e a mais profunda sabedoria cósmica.

(Rohden continua numa maravilhosa visão sobre a Parábola das 10 virgens)

 

NOSSO CÉREBRO

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(Do livro: Roteiro Cósmico de Huberto Rohden)

        A ciência demonstrou que o cérebro humano contém nove milhões de células nervosas localizadas na substância cinzenta do córtex, e cada uma dessas células tem um nervo de transmissão. A soma total desses nervos, alinhados, daria um comprimento de 500 mil quilômetros, isto é, cerca da distância terra-lua.

       Acham os materialistas que esse cérebro material seja o órgão do pensamento e que, faltando esse órgão, o homem seja incapaz de pensar.

       Entretanto, foi experimentalmente provado que o cérebro material não é o órgão do pensamento; o que serve de base ao pensamento é algum cérebro imaterial, alguma vibração, algum “campo de forças” muito mais sutil.

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Nota:

Sendo isto verdade, quando deixamos o corpo com a morte, continuamos pensando. Mistério!…

FEVEREIRO

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O HOMEM QUE MAIS ACREDITOU NO HOMEM

    O horripilante assassinato de Gandhi aconteceu em 30 de janeiro de 1948. Faz hoje 69 anos.

    O último jejum do líder hindu se deu de 13 a 16 de janeiro. Qual o seu objetivo?  Fazer com que sejam restituídas aos muçulmanos suas mesquitas profanadas ou ocupadas por refugiados hindus, garantir a segurança dos muçulmanos dentro da União indiana.

    Um hindu fanático quis vingar seus irmãos perseguidos; ele achava que Gandhi foi longe demais às concessões aos muçulmanos e estava pondo em perigo a civilização puramente hindu. Assim Gandhi deu sua vida pela paz da Índia, pela reconciliação religiosa e pela tolerância.

    Campeão de todas as vítimas da opressão racista ou sectária, ele poderia servir como inspirador e garantia de um estatuto internacional que definiria a dignidade humana em qualquer circunstância e sob todas as latitudes.

    Para impedir as atenções cada vez mais numerosas aos direitos elementares da humanidade, para deter o totalitarismo e a ameaça atômica, é preciso que se faça conhecer largamente a vida e as ideias de Gandhi, o homem do nosso tempo que mais acreditou no homem.

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Leiam o livro “Minha vida e minhas experiências com a verdade” – de Gandhi. Editado pela Associação Palas Athena.

Rohden também escreveu o livro “Gandhi” que trata mais do lado político-místico.

A PRECE

nascente

(texto encontrado em meu baú, enviado por Maria da Luz, uma antiga aluna de Rohden de Porto Alegre).

“A progressão da prece unida pode ser comparada às passagens de água que cobrem o mundo. Um indivíduo começa a orar e a prece se move como um pequeno riacho que começa a borbulhar saindo da terra. Logo o riacho que é a nossa prece é unida com aquelas preces de nossos amigos e entes queridos. A nossa fé combinada em Deus, ganhando em força cria um rio de poder e fortalezas espirituais. Este rio de fé flui mais rapidamente e abre mais forte. Ele ganha em intensidade e abre caminho até os confins da terra que a contém, continuando a correr para diante, nossas preces tornar-se-ão um oceano poderoso de convicção, esperança e fé expectativa. Este oceano de preces é um reservatório de conforto para os que dele necessitam”.

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Seria possível combinar entre os internautas um dia e horário em que todos em suas casas pudessem orar ou meditar?

Pensemos nesta possibilidade!