JUNHO 2018

PROFECIAS PARA O BRASIL

Extraído do livro “O Drama Milenar do Cristo e do Anticristo”, de Huberto Rohden

A Visão de Dom Bosco: o Brasil, Berço de uma Nova Civilização. 

 

            No dia 10 de agosto de 1883, 6 anos antes da proclamação da República e da nossa primeira Constituição, um exímio vidente italiano, que nunca esteve no Brasil, Giovanni Bosco, consignou nos seus diários pessoais que viu nascer uma nova civilização espiritual, que abrangeria toda a América do Sul. Localizou o berço dessa civilização inédita entre os paralelos 15 e 20, no planalto ocidental situado entre os grandes rios Amazonas, São Francisco e Rio da Prata.

            A primeira Constituição da República do Brasil, promulgada em 1889, decretou que a futura capital federal do País seria transferida para o Planalto Ocidental, no Estado de Goiás, que corresponde à zona compreendida entre os paralelos 15 e 20 visualizada por Dom Bosco, situada entre os três grandes rios por ele mencionados.

            Em comemoração a essa visão de Dom Bosco, foi construída uma ermida em forma de pirâmide, com a estátua do vidente, à beira do lago Paranoá, em Brasília, na margem oposta ao Palácio da Alvorada.

            Em novembro de 1956, o Presidente Juscelino Kubitschek lançou o marco inicial de Brasília, que foi inaugurada como capital federal em 1960. Numa das paredes do Palácio da Alvorada, acham-se em alto relevo as palavras do fundador de Brasília, que lembram notável afinidade com a visão de Dom Bosco.

            Na Convenção da Arena de 20 de novembro de 1969, em Brasília, disse o Presidente Garrastazu Médici, estas palavras, que podem ser consideradas como uma continuação da mesma visão profética:

            “Vislumbro uma forma superior de democracia, em que se debatem as idéias com grandeza, em que se encara o futuro sem preconceitos, sem ódio, sem temores… Com os olhos neste horizonte, o pensamento do povo e o ideal de entendimento e de união entre os homens interiorizados dentro de si, comecem – pacientes, determinados, desprendidos – nosso trabalho de pedreiros da verdadeira democracia dos novos tempos do Brasil”.

            Por ocasião do aniversário de Tiradentes, 21 de abril de 1972, o Presidente Médici frisou que a verdadeira independência não é apenas o ato isolado de um passado morto, mas sim a atitude permanente de todos os brasileiros que cumprem o seu dever de cada dia.

            Em face destas declarações, seja de Dom Bosco, seja de diversos Presidentes da República, justifica-se cada vez mais a esperança de que o Brasil venha a ser o berço de uma nova civilização para a América do Sul, e, possivelmente, para o mundo inteiro.

            Se o Brasil deve ser o berço de uma nova civilização, deve o nosso País lançar os alicerces para esta epopéia inédita. O Brasil é o único país do mundo que está em condições de servir de berço para essa nova civilização.

            A nossa história é própria para este acontecimento.

            O Brasil é terra virgem em todos os sentidos. Não tem lastro de ideologias negativas do passado. Não conhece racismo nem sectarismo, que são o flagelo de muitos outros povos. Neste país, parafraseando as palavras do historiador de Pedro Álvares Cabral – “em nele se plantando, tudo dá”.

            Uma nova civilização requer uma base filosófica e religiosa de vasta projeção.

            Nas páginas deste livro, sobre o drama milenar do Cristo e do Anti-Cristo, traçamos o roteiro cristo-cêntrico que deve marcar o destino do Brasil de amanhã. Não podemos adotar, como base de uma nova civilização espiritual, nenhum dos “ismos” engendrados pelos cristãos e que tanto têm desunido os povos – só podemos tomar por base da religião a mensagem pura e genuína, do próprio Cristo.

            No plano filosófico não pode o Brasil adotar nenhum sistema tradicional de pensamento baseado em pessoas ou escolas. Como, em religião, o Brasil tem de ser nitidamente cristo-cêntrico, assim em filosofia tem de ser univérsico, baseando toda a filosofia na constituição do próprio Universo.

            A religião do Brasil visualizada por Dom Bosco deve ser Crística e Cósmica, ou seja, Univérsica.

            A Filosofia Univérsica é 100% brasileira: nasceu no Brasil, às margens do Ipiranga, onde foi proclamada a Independência Nacional.

            Aqui também vale o grito histórico “Independência ou Morte”. Mas, como ninguém quer a morte, vamos parafrasear o grito de Dom Pedro em “Independência e Vida”.

            A verdadeira independência, porém, consiste numa permanente atitude cristocêntrica e cosmocêntrica, ou seja, univérsica.

ROHDEN COMENTA: DEMOCRACIA E COSMOCRACIA

DE UMA PALESTRA:

           Na democracia tudo tem que ser igual.

          A nossa constituição diz: todos são iguais perante a lei. Todos os cidadãos são inteiramente iguais perante a lei. Ninguém tem direito ou privilégios. Isto está certo na democracia, porque a democracia é o regime de ego para ego. Lá tudo tem que ser igual senão a briga é muito maior.

          Mas o universo não é uma democracia. O universo é uma cosmocracia, um governo cósmico. E na cosmocracia tudo é desigual. A justiça cósmica é desigualdade, a justiça democrática é igualdade.

        Mas não vamos confundir democracia com cosmocracia. Então isto não é injustiça.

         Todo o mundo atribui injustiça a essa distribuição desigual. Eles pensam que Deus faz alguma coisa por ser justo. É um erro fundamental. Deus não faz nada por ser justo. Mas tudo é justo porque Deus faz. Deus não tem que obedecer a nenhuma instância superior de justiça.

          O Creador é a própria justiça. Por isso ele não tem que perguntar se isso é justo. É justo porque ele o faz. Somente por isso é justo. Tudo o que o Creador faz é justo. Mas ele não faz por ser justo. Isto supõe que haja uma instância superior acima do próprio Creador. Que absurdo? É justo porque Deus o faz. Por mais desigual que seja é justo. Mas não é uma injustiça para a creatura.

          Se alguma creatura tivesse algum direito a receber isto ou aquilo, então seria injusto, mas nenhuma creatura tem direito. Não existe direito da parte da creatura.  Tudo que a creatura recebe é de graça. Não é merecimento. Não é direito. Direito seria merecimento. Uma humilde violeta na sombra de uma árvore, recebeu um talento de beleza. Uma maravilhosa orquídea numa árvore recebeu cinco talentos de beleza. Mas, a violeta não foi tratada com injustiça, e a orquídea não recebeu nenhum privilégio.

* * *

Nota:

Na cosmocracia cada um desenvolve sua potencialidade segundo o talento que recebeu. Contribui assim para a harmonia universal. Todas as pessoas são importantes pois elas não são iguais mais completam o todo. 

ENTENDENDO O MONISMO

Há diferença entre monismo e monoteísmo.

          O monoteísmo entende que Deus é um só – o que é verdade – mas, que Ele está separado do mundo. Mora no céu e nós moramos na terra. Assim, há um dualismo, um separatismo no monoteísmo. Há uma distância infinita entre nós e Deus – entre creatura e creador.

          Quer dizer, a creatura nunca está em Deus e Deus não está na creatura, mas, a creatura pode aproximar-se de Deus por certos modos, por meio da religião, da ética… Pode aproximar ou diminuir cada vez mais a distância.

          O monoteísmo abrange todo o ocidente do nosso globo, inclusive o oriente médio: Todo o cristianismo europeu e americano; todo islamismo, todo judaísmo do oriente médio. Estranhamente, o cristianismo também é monoteísta – mas não no Evangelho.

Monismo

          Monismo é a ideia de Deus intuída pelos grandes filósofos e mestres.

          Deus é ao mesmo tempo transcendente e imanente em todas as suas manifestações. Imanente porque está dentro do ser e é inseparável dele. Portanto, Deus permeia todas as creaturas, mesmo os seres animados e inanimados. Está nos minerais, vegetais e animais, dos mais inferiores aos superiores. Está em todas as almas terrestres e extraterrestres. É transcendente porque também está fora dos indivíduos e nos espaços infinitos.

          Um só Deus se faz presente de muitos modos nas diversidades e na unidade. Daí o nome que Rohden deu à FILOSOFIA UNIVÉRSICA.   Vários outros filósofos intuíram o mesmo com outras denominações.

          A ideia mais concreta para explicar o monismo é o cristal. Quando permeado de luz que vem de fora, o cristal fica penetrado por esta luz. A luz é como a vida que penetra o ser. Vida esta que faz parte de um organismo maior, ilimitado…

          Outro exemplo é a onda que se faz no mar. Ela se forma e se desfaz no grande todo, mas suas águas não se separam do mar.

          Spinoza, exemplo de filósofo monista, definiu bem a ideia e Einstein aceitou: “Deus é a alma do universo e o universo é o corpo de Deus”. 

          Jesus disse: “Deus está dentro de vós, é um tesouro oculto”. Obviamente está fora também. E também afirmava esta clara ideia de monismo: “Eu e o Pai somos um, mas o Pai é maior do que eu”.

          Na certeza deste conceito, compreendemos a necessidade de se ter conhecimento direto, imediato, experiencial de um Poder Supremo. Esta certeza nos leva a querer viver integrado nesta consciência.

          Deus é então uma realidade invisível, mas presente – é uma força que nos move. Tal como diz São Paulo:

“Nele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”.

* * *

Gosto destes versos do poema cantado na nona sinfonia de Beethoven:

“Todos os seres sorvem a alegria

No seio da natureza,

Todos os bons, todos os maus

Seguem suas pegadas.

Até ao verme foi dado o prazer,

O querubim goza da presença de Deus”.

REVIVENDO O PENTECOSTES

Do livro “Em Espírito e Verdade” de Huberto Rohden:

Três anos de instruções sobre o reino dos Deus.

Três dias de profundos sofrimentos.

Quarenta dias de estranhos aparecimentos do Cristo Divino.

Nove dias de intensa introspecção espiritual.

E só depois disto estavam os discípulos do Nazareno prontos para receberem a “Virtude do Alto”, o “Espírito da Verdade”.

E, quando veio o Espírito, houve terremotos, tempestades, incêndios, que abalaram os alicerces do “homem velho” e iniciaram a construção do “homem novo”, da “nova creatura em Cristo”.

“Quando o discípulo está pronto, o Mestre aparece”…

* * *

NOTA:

Nas práticas orientais pode-se chegar à iluminação, ao samadhi – um nível de consciência semelhante à vinda do Espírito Santo.

O samadhi é a unidade com o Espírito, é o estado mais elevado o qual se consegue através da meditação prolongada e profunda. Consiste em retirar a mente dos sentidos para unificá-la ao Espírito.

Samadhi é a expansão da alma, da consciência na consciência pura ou cósmica.  

É o próprio retorno a Deus, ao Tao do taoismo, a Brahma do hinduísmo…

Progressivamente, nos tornamos mais lúcidos, aperfeiçoamos nossa consciência, e atingimos um sentido de vida mais universal, com maior grau de harmonia, libertando-nos dos laços e das sombras da vida e da morte.

CELEBRANDO

Assinatura da lei áurea pela mãe histórica da nação brasileira em 1888.

Aparição da Virgem em Fátima em 1917 – a rainha das mães, que trouxe um recado ao mundo.

E todas as mães de ontem e de hoje que tiveram e têm seu papel no plano divino.

A cada uma delas Deus colocou nas mãos o futuro do gênero humano.

Há muitos motivos para celebrar e agradecer!

Que o amor triunfe com a importante contribuição destas almas generosas!

Feliz dia das mães!

MAGNIFICAT

Isabel, repleta do Espírito Santo, exclamou em altas vozes:

“Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu seio”.