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SABEDORIA MILENAR

Da Bhagavad Gita – cap. 2

Fala Krishna:

23 – Armas não ferem o Eu, fogo não o queima, águas não o molham, ventos não o ressecam.

24 – O Eu não pode ser ferido nem queimado; não pode ser molhado nem ressecado – ele é imortal; não se move nem é movido, e permeia todas as coisas – o Eu é eterno.

25 – Para além dos sentidos, para além da mente, para além dos efeitos da dualidade habita o Eu. Pelo que, sabendo que tal é o Eu, por que te entregas à tristeza, ó Arjuna?

O CORPO DO CRISTO VIVO

Os ensinamentos de Jesus eram exemplificados pelo símbolo material.
Assim também na cerimônia da Santa Ceia Jesus compara a ingestão do alimento – no caso o pão e o vinho – com a comunhão do corpo espiritual do Cristo vivo.
Portanto, se o alimento que o homem ingere para sua nutrição, não for integrado por ele, sem antes não for desintegrado, assim também não pode o Cristo Divino ser integrado espiritualmente, se o homem não for desintegrado materialmente no seu ego físico, mental e emocional.
A verdadeira comunhão se dá em espírito e verdade pela assimilação do Cristo como ocorreu pela primeira vez na manhã de Pentecostes.
O mistério da Santa ceia é lembrado na cerimônia da comunhão nas igrejas.
Da mesma forma o silêncio interior com meditação praticada nas religiões orientais é um meio de estar em comunhão com o Cristo vivo presente em cada um.

O AMOR CONJUGAL

De Paramahansa Yogananda, no livro: “O Romance com Deus”

               Em sua forma ideal, o amor conjugal pode ser uma das maiores expressões do sentimento humano. Foi o que Jesus indicou quando disse: “Portanto deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher”. Quando homem e mulher se amam de modo verdadeiro e puro estão em total harmonia de corpo, mente e alma. Quando expressam seu amor da forma mais elevada, o resultado é uma união perfeita. Mas este amor também tem uma imperfeição: pode ser manchado pelo abuso do sexo, que eclipsa o amor divino. A natureza fez o impulso sexual muito forte para que a criação pudesse continuar. Assim, o sexo tem seu lugar no relacionamento conjugal; mas, se for o fator predominante no relacionamento, o amor voará porta afora, sumindo completamente. Em seu lugar entrarão o sentimento de posse, a familiaridade excessiva, o abuso e a perda da amizade e da compreensão. Embora a atração sexual seja uma das condições que fazem o amor nascer, o sexo em si não é amor. Sexo e amor estão tão distantes um do outro quanto a lua e o sol. Só quando a qualidade transmutadora do verdadeiro amor predomina no relacionamento é que o sexo se torna uma expressão de amor. Os que vivem muito no plano sexual perdem o caminho e não conseguem encontrar um relacionamento conjugal satisfatório. Só com autodomínio, quando o sexo não é a emoção dominante, mas sim incidental ao amor, é que o marido e mulher podem conhecer o amor genuíno. No mundo moderno, infelizmente, o amor é geralmente destruído pelo excesso de ênfase no aspecto sexual.

MUITOS CAMINHOS E UM SÓ TERMO

(Do livro: “Em Espírito e Verdade” de Huberto Rohden)

São diversos os dons espirituais, mas o espírito é um só; diversos são os ministérios, mas um só é o Senhor; há operações diversas, mas um só Deus que tudo opera em todos. É para utilidade que cada um se concede a manifestação do espírito. A um é concedido pelo espírito o dom da sabedoria; a outro o dom da ciência, pelo mesmo espírito; a outro a fé, pelo mesmo espírito; a outro, a virtude de fazer milagres; a outro, o dom das línguas; a outro, a interpretação dos idiomas. Tudo isto faz um e o mesmo espírito, que distribui os seus dons a cada um como quer.

(1 Coríntios 12, 4)

 

* * *

        Paulo não é desses mestres que tudo querem nivelar e plasmar à sua imagem e semelhança. Que não admitem outros métodos, outros trilhos senão os que eles mesmos compreendem e seguem…

         Há no reino de Deus milhares de manifestações espirituais – provenientes de um só espírito…

        Deus é o Deus da riqueza, da abundância, da variedade, da plenitude – não é o Deus do vácuo, do deserto, da monotonia…

        No reino de Deus há suficiente espaço para todos os astros, planetas e satélites do universo espiritual.

        Deixemos a cada um a sua trajetória – para que seja perfeita a unidade na multiplicidade…

        O reino de Deus é um jardim imenso – há canteiros e cores para todas as flores…

        Não queiras, ó homem néscio, fazer do viçoso jardim de Deus um herbário sem vida…

        Não queiras, ó homem, fazer da rosa açucena, do cravo miosótis, da tulipa jasmim…

        Seja cada qual com perfeição o que deve ser – e será admirável a sinfonia dos espíritos cantada pelo Espírito de Deus…

 

 

 

EVOLUÇÃO

       De uma aula de Huberto Rohden:

      Não existe nenhum ponto em que eu posso dizer, cheguei ao ponto final da minha evolução. Tal coisa é pura ilusão. Não existe chegada na evolução. Só existe jornada permanente. Céu não quer dizer um ponto de chegada. Todo o mundo pensa nas teologias que céu é um ponto de chegada, de descanso, que a gente se deita no sofá lá no céu e olha para Deus por toda eternidade, imobilizados, estagnados e sem progresso nenhum. Isto seria uma morte eterna, porque onde não há progresso e evolução não há vida. A vida é um eterno progresso. Onde não há mais evolução e progresso não há vida, há estagnação. É claro que o céu não pode ser uma estagnação eterna… Não é uma aposentadoria celeste. Mas uma evolução eterna.

Nota:

Nossa jornada começa antes mesmo do nascimento e continua depois da morte. O reino dos céus está dentro de nós (assim disse o Cristo) aqui e agora, e vamos ampliando este céu indefinidamente por toda eternidade.

BEM-VINDO MÊS DE JUNHO!

À SOMBRA DO ONIPOTENTE

De Joel Goldsmith, do livro: “A Arte de Curar Pelo Espírito”.

      A Sagrada escritura está repleta de promessas de segurança para aqueles que vivem conscientemente na presença de Deus. Testifica de um Deus que está ao nosso alcance em todas as situações e circunstâncias da vida; mas não promete ao mundo imunidade de catástrofes – de terremotos, de enchentes, de incêndios.

       Enquanto viverem homens nesta terra nunca deixarão de experimentar os efeitos desastrosos do modo de pensar materialista do mundo. Mas a promessa é clara; no meio da fome, das inundações, das bombas, os que vivem em Deus passarão por tudo isto sem serem de modo algum atingidos por essas coisas.

      Donde vem essa diferença? Por que serão eles preservados das catástrofes do mundo?

      Como pode alguém saber se pertence ou não ao número daqueles que não vão sofrer os desastres do mundo?

      Cada um desejaria escapar a esses males; entretanto, o grau de imunidade é determinado por cada pessoa individualmente. Nenhum Deus determina por nós. Não existe nenhum poder que selecione alguém para ser salvo, quando todos perecem. O que o salva é unicamente o conhecimento das leis de Deus e a sintonização com elas, conforme vem declarado nas escrituras.

      O Salmo 91 é a quintessência dessas leis:

“Aquele que habita no lugar secreto do Altíssimo, permanece sob a proteção do Onipotente”…