PAZ…

gloria

     Há mais de dois mil anos que os arautos de Deus cantaram sobre o estábulo de Belém:

     “Paz na terra aos homens de boa vontade”!

     E alguns decênios depois, em véspera de sua morte, disse o Nazareno aos seus discípulos: “Eu vos dou a paz, eu vos deixo a minha paz; não a dou como o mundo a dá, para que minha alegria seja em vós, seja perfeita a vossa alegria, e nunca ninguém tire de vós a vossa alegria”.

     Depois da ressurreição, Jesus saúda os seus discípulos, invariavelmente, com as palavras: “Salem alelkum” , a paz seja convosco.

     Entretanto, a história do cristianismo, que nasceu sob o signo da paz, é uma história de guerras e armistícios, mas não de paz. O armistício é uma pseudopaz, uma trégua entre duas guerras.

     O nosso ego humano nada sabe de paz, só conhece guerra – a guerra quente nos campos de batalha, ou então a guerra fria do armistício, nos parlamentos. Por isso dizia o Mestre: “Eu vos dou a paz, mas não a dou como o mundo a dá”, em forma precária de pseudopaz ou armistício.

* * *

O homem tem de pacificar-se a si mesmo, antes de poder pacificar os outros.

“Bem-aventurados os pacificadores”…

(Texto extraído do livro “Sabedoria das Parábolas” de Huberto Rohden)

 

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