POLITEIA

Politeia

 

TRECHO DE UMA AULA DE HUBERTO ROHDEN SOBRE LAO TSE E A FILOSOFIA POLÍTICA.

A transcrição da aula foi bem elaborada pelo leitor Mário Seidl de São José dos Campos. Quem se interessar pela aula completa peça para ihgomes@hotmail.com. Será enviada gratuitamente.

        Platão, o grande filósofo grego, escreveu um livro maravilhoso chamado: “Politeia”, em dois volumes. A tradução em nossas línguas é: “República”. Platão não escreveu sobre a república, mas assim foi erroneamente traduzido.

   Politeia é a arte de governar os cidadãos, é uma perfeita cosmocracia. Platão imaginou, mas nunca construiu um homem perfeito e cidadãos também perfeitos em que há uma perfeita sintonia entre todos os cidadãos, uma única consciência em diversos homens. Muitas consciências sintonizadas, isto seria uma politeia. O governo na politeia não precisa mandar, apenas supervisiona, mas não dá ordens, porque todos sabem pelas suas próprias consciências o que devem fazer. Seria como as abelhas, a diferença é que estas não têm inteligência nem razão.

   Então Platão imaginou um estado perfeito, onde todos os cidadãos se guiassem pela mesma razão, pela mesma consciência, pelo mesmo logos. Isto supõe uma humanidade tão altamente evoluída, que nós não temos hoje.

O gráfico acima explica as ideias de Platão.

      Na Politeia de Platão, existia 100% de sintonia, de harmonia, tanto entre as consciências individuais (os cidadãos) e a Consciência Cósmica, como entre os cidadãos entre si (as consciências individuais – Finitas). Existia uma sintonia perfeita entre todos, isto é cosmocracia. Quando todos os cidadãos cumprem a ordem da Alma do Universo, então não há necessidade de governo!

       Então, a condição para se existir uma cosmocracia é: Que toda a consciência individual, esteja perfeitamente harmonizada com a Consciência Universal.

     Esta harmonia não existe hoje em grande escala. Isto não seria possível num pequeno estado hoje em dia? Sim, já existiu uma cosmocracia em escala menor.

    O grande Pitágoras, que viveu há cinco séculos antes de Cristo, grande iniciado, estabeleceu uma cosmocracia em Crotona, uma pequena cidade no golfo de Tarento, na Itália, no mar Adriático. Pitágoras estabeleceu uma pequena cosmocracia, de 100 ou 200 pessoas, todos iniciados. Pitágoras era um grande mestre de iniciações, ele mostrava aos seus discípulos como eles podiam se iniciar. Ele mostrava o caminho para a iniciação e os discípulos se iniciavam.

     Como ele era um grande mestre em iniciação, ele conseguiu uma pequena politeia, uma pequena cosmocracia, em que todos se guiavam pela Consciência Cósmica, todos sintonizavam com a Consciência Cósmica. Entre poucas pessoas isso é possível, até hoje em dia, mas entre pessoas muito avançadas na evolução. Chegaram até a pura racionalidade do Logos.

Nota: Sobre a escrivaninha do presidente Franklin D. Roosevelt se encontrava um exemplar do Banquete de Platão, obra em que o chefe de uma grande democracia do sec. XX encontrava singular inspiração Também Einstein era assíduo leitor das obras de Platão.

 

2 responses to this post.

  1. Posted by João Ricardo Pereira on 30/04/2016 at 11:18

    Querida amiga Iris, bom dia. Muito boa lembrança esta da aula transcrita pelo Mario Seidl. Se puder faça-me o favor de enviar uma copia. Meu endereço você tem.
    Fraternalmente João Namasté

    Responder

  2. Envio sim. Aguarde! A aula é mesmo muito elucidativa.

    Responder

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