DIÓGENES PROCURANDO UM HOMEM

Diógenes

Rohden gostava de contar com muito humor as histórias de Diógenes, célebre filósofo grego da antiguidade.

* * *

       Perguntavam a Diógenes: – o que você entende por felicidade?

       Ele dizia a qualquer pessoa que quisesse ouvir:

      Felicidade consiste no seguinte: “não ter nada que o mundo nos possa tirar e não desejar nada que o mundo nos possa dar. Amém”.

     Ora, quem não tem nada, não pode perder nada. Mas se ele faz consistir a felicidade em ter alguma coisa, ele perde amanhã – então é infeliz. Então o melhor é cortar o mal pela raiz, dizia Diógenes, e não possuir nada. Somente fluir as coisas da natureza, porque a gente precisa comer.

    E ele sempre tinha o que comer. Era um filósofo vira-lata, não tem dúvida nenhuma, vivia num barril, mas era um filósofo feliz e muito genial.

Aquela história da lanterna ficou célebre:

       Um dia, em pleno meio dia, Diógenes andava com uma lanterna vasculhando lá pelo mercado de Atenas, derrubando uma tábua aqui, uma caixa velha ali, procurando alguma coisa escondida.

        Perguntaram: – o que estás procurando Diógenes?

       – Estou procurando um homem.

      – Mas está cheio de homens aqui no mercado!…

    – Não são homens, são fantoches. Eu quero procurar um homem aqui no mercado… Um homem que vem aqui para vender alguma coisa ou para comprar alguma coisa, isto é fantoche. Isso é homem infeliz e homem infeliz é um fantoche. Ninguém pode comprar nada nem vender nada para ser feliz.

            E não achou.

Então ele não achou o homem feliz. Achou somente bonecos e fantoches que corriam lá pelo mercado.

 Isso ficou célebre na história por causa da lanterna de Diógenes que não encontrou um verdadeiro homem, como ele entendia, em pleno meio dia.

HOMENS HONESTOS

4 responses to this post.

  1. E até os nossos dias está muito difícil encontrar um!

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    • É mesmo Lilian. Se tivesse ao menos um, nossa Alvorada aqui em São Paulo, não estaria inativa. A maioria dos alunos de Rohden era mulheres. E elas não tinham voz ativa. Uma andorinha não faz verão.

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  2. Posted by João Ricardo Pereira on 17/03/2016 at 20:36

    Minha amiga Iris também temos uma célebre história que nos vem do Oriente…”Um Sábio andava sempre por todo canto com uma vela acesa, e foi inquirido pelos seus discípulos – Como pode ser isto, sendo o Senhor um guia de alta visão espiritual andar com uma vela acesa como se necessitasse de uma luz para enxergar. Ao que o Sábio respondeu…- Carrego esta luz é para que os tolos me enxerguem e não me atropelem.
    Saudações Fraternas.

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    • Boa esta João, e muito parecida com a lanterna da Diógenes! A gente hoje em dia, quando caminha em meio ao corre-corre do povo que se atropela, principalmente aqui na grande São Paulo, precisa tomar cuidado. Ignoram principalmente os idosos. Parecem uns autômatos.

      Responder

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