SOLILÓQUIO COM DEUS – de Santo Agostinho

Agostinho

Dia 28 de agosto do ano 430 morria um dos maiores luzeiros do cristianismo.

Lembrando a data – um trecho dos seus solilóquios, descrito no belíssimo livro “Agostinho” de Huberto Rohden

 

 

Meu Deus! Vida e doçura minha! Que outra coisa poderia alguém dizer de ti, se ousasse falar de ti? E, no entanto — ai daqueles que de ti se calarem, embora sejam mudas as palavras mais eloquentes!

Restitui-me integralmente a ti, meu Deus.

* * *

Eis que eu amo — e, se não for bastante, mais ainda te amarei. Não estou em condições de medir o meu amor, se é suficiente, se nada lhe falta — nada! Para que a minha vida se identifique na união contigo e nunca mais de ti se afaste, até que eu esteja perfeita­mente amparado, oculto no mistério da tua face.

A única coisa que sei é que sou infeliz quando não te possuo — infeliz, não só para fora, mas infeliz, infe­licíssimo, dentro de mim mesmo. Sei que toda a rique­za que não vem de ti é pobreza para mim.

Deus, acima do qual nada há; além do qual nada há; sem o qual nada há — Deus, que me valerá tudo o que me dás, se não te deres a ti mesmo? Não, nada me é doce a não ser que me conduza a ti, meu Deus. “A mim me convém aderir a Deus” (SL. 72,28). Pois, se eu não ficar em ti, também não poderei ficar em mim.

Quisera antes perder tudo e encontrar-te do que ganhar tudo e não te encontrar. “Tu nos fizeste para ti, Senhor — e inquieto está o nosso coração até que ache quietação em ti”.

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