O HOMEM DESORIENTADO

 

cogumelo

Parece que a existência neste mundo apenas nos aconteceu. Assim como acontecem cogumelos no monturo, assim também acontecem homens no planeta Terra”.

(Trecho de uma gravação de palestra transcrita – Huberto Rohden)

          Outrora a humanidade tinha perdido os seus caminhos e hoje, porém ela perdeu o seu próprio endereço, diz Chesterton. Perder os caminhos se refere à moralidade do agir, estava fora da moralidade do agir.

Quer dizer, hoje o homem perdeu a própria verdade do ser, e não sabe mais o que é, donde vem, para onde vai e porque está aqui. Está completamente desorientado; porque se ele soubesse: “eu tenho que ir nesta direção norte, leste, sul… então, ele não teria perdido o endereço, teria perdido só o caminho”. Mas, como ele também perdeu o endereço, ele não sabe mais em que direção ele tem que ir. Se para o norte, se é para o sul, se para leste ou oeste – são modos de dizer…

O que é que ele é? Porque se ele não sabe o que ele é, donde ele veio e qual é o seu destino, qual é a sua finalidade, então, ele está completamente desorientado. E Chesterton diz: perdeu o seu endereço. Quer dizer, ele não sabe o que ele é, ele não sabe para onde tem que ir porque se ele não sabe donde veio, também não pode saber para onde tem que ir.

Quer dizer, tudo falta de autoconhecimento. A autorrealização seria o caminho, mas, o endereço (pior do que perder o caminho é perder o endereço) é autoconhecimento.

Assim diz Chesterton: outrora ele faltava na autorrealização, perdeu os seus caminhos – não sabia em que direção ele tinha ido; hoje ele nega a própria direção… Eu não tenho nenhuma finalidade. O homem está aqui, ele não sabe donde veio, nem para onde vai.

Quer dizer, o homem hoje em dia virou uma espécie de cogumelo. Cogumelo que nasce de noite num monturo e na manhã seguinte morre e acabou-se a história. O cogumelo tem algum endereço?

Não. Não tem nenhum endereço porque o cogumelo não pode ter um endereço – ele não tem nenhuma finalidade consciente. Ele pode ter alguma finalidade inconsciente na natureza, mas, um cogumelo ou uma planta, ou um mineral, ou um vegetal não tem nenhuma finalidade consciente. Pode ter uma finalidade inconsciente, na natureza como todas as coisas, mas, ele não tem uma finalidade consciente. Uma pedra não pode saber por que ela existe, uma planta não pode saber por que ela existe. Um animal não pode saber por que ele existe.

A aula completa pode ser adquirida por e-mail:

ihgomes@hotmail.com

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