ETERNO SUPERCRISTO

Supercristo

Por Huberto Rohden

(extraído da palestra número 10 de 79)

Quando Paulo de Tarso estava preso no cárcere de Roma no ano 60 até 63… (eu visitei o cárcere de Roma, onde Paulo de Tarso esteve dois anos em prisão preventiva. Foi julgado e absolvido daquela vez)

Paulo de Tarso esteve preso em Roma, não numa cadeia bonita como as nossas, com cama e tudo. Não, numa masmorra subterrânea, só com uma pequena claraboia de luz, quase completamente escura – horrivelmente úmida, sem uma cama, deitando no chão para dormir. Dois anos e tanto ele esteve nessa masmorra. E durante esses dois anos ele escreveu quatro das célebres epístolas que fazem parte do Novo Testamento. Aos Efésios, aos Colossenses, aos Filipenses e aquela pequenina carta de amizade a um fazendeiro chamado Filemon.

Vamos deixar fora o Filemon que não tem muita importância. É uma carta de amizade. Vamos encarar as três outras grandes epístolas que Paulo de Tarso escreveu na cadeia, com pouca luz.

Uma vez ele diz no fim de uma epístola. Essa letra é meio ruim – ele escrevia à mão – mas, não vos esqueçais de que eu estou algemado. Ele estava com braço algemado. Mesmo na cadeia, não estava solto, estava algemado, e como é que se pode escrever bem com uma algema no pulso? Então ele se desculpa e diz: vocês desculpem esta letra ruinzinha porque eu estou algemado.

Nesta prisão em Roma ele foi muitas vezes visitado por cristãos do oriente. Ele escreveu essas três cartas que são as grandes epístolas cristocêntricas. Lá ele tinha tempo para pensar e para meditar. Imaginem! Dois anos numa prisão subterrânea, na penumbra! Havia muito tempo para pensar e para meditar. Aí ele entrou no centro da ideia do Cristo, as três epístolas cristocêntricas: Efésios, Colossenses e Filipenses.

Agora vou citar apenas um trecho de Filipenses, que ele escreveu na cadeia. O que é que ele pensa do Cristo depois de dois anos de prisão por amor ao Cristo? Ele diz: Ele que estava na glória de Deus (Ele, o Cristo cósmico) não julgou necessário aferrar-se a esta divina igualdade, mas esvaziou-se dos esplendores da Divindade, (em grego está literalmente, esvaziou-se – nós dizemos, despojou-se). Lá está esvaziou-se dos esplendores da divindade e se revestiu de forma humana. Tornou-se homem, servo, vítima, crucificado. Quatro palavras importantes. Tornou-se homem, servo, vítima, crucificado. Desce cada vez mais: homem, servo, vítima, crucificado. É uma descida lá para os fins. Ele fez isto voluntariamente. Ele que estava na glória de Deus, não julgou necessário ficar nessa glória, mas assumiu forma humana como nós e tornou-se servo, vítima e até crucificado. Acabou no fundo do nadir. E por isso, continua Paulo, Deus o superexaltou.

Notai bem, o superexaltou. Cuidado com as vossas traduções. Provavelmente na vossa tradução está: por isso Deus o exaltou.

Paulo quer dizer: Ele se tornou um Cristo super, um Cristo maior do que ele já era. Quando ele desceu a terra ele era um grande Cristo, mas, quando ele voltou para o cosmos, ele era um Super Cristo. Deus o superexaltou. Esta palavrinha é muito importante. Deus o fez maior do que ele era antes. Por quê? Porque voluntariamente desceu para as baixadas. Desceu para a humanidade, desceu como vítima, como servo, e até como crucificado.

4 responses to this post.

  1. Posted by Maria Lucia Matheus on 01/08/2013 at 23:44

    O mundo hodierno tem se expressado através dos medos sociais criados por nós mesmos numa sociedade defensiva, separatista, isolada em dogmáticos sistemas religiosos, políticos e nomenclaturas outras de nosso conhecimento.
    Como proceder, como agir frente a esses acontecimentos, a quem recorrer? Ao nosso eterno Super Cristo hipervalorizado por Paulo, o apóstolo dos gentios, pelo nosso querido Rohden e igualmente por Joel Goldsmith quando nos diz:
    “Nossa tarefa é a descoberta do Cristo na própria consciência. Reconhecermos com alegria e amor profundo o quanto do Cristo foi alcançado, não só por Jesus, mas por muitos videntes espirituais e profetas de todos os tempos E olharmos agora para a frente, para a realização do Cristo em nossa própria consciência.”
    Paz e Luz.

    Responder

  2. Posted by ciléa Valente Bittencourt on 12/08/2013 at 18:08

    Obrigada por esse Blog e por divulgar as pérolas escritas do querido Huberto Rohden

    Responder

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