O REINO DOS CEUS É SEMELHANTE…

escada céu

Nós sempre pensamos que o céu é um lugar de paz eterna. É um museu todo cheio de múmias brancas, que estão sentadas lá eternamente não fazendo nada. Isto nos foi impingido como céu: um museu de múmias brancas nas suas prateleiras, imóveis, inertes, passivas, por toda eternidade não fazendo nada…
Meu Deus, se isto fosse o céu! Deus me livre… Melhor ficar aqui na terra. Céu não tem nada a ver com estas múmias brancas de museu. Céu não é um lugar. Céu é uma jornada de evolução. Quando nós estamos na jornada certa rumo às alturas na evolução, então estamos no céu. Estamos sempre no céu por toda eternidade se estamos na direção certa na evolução. Se estivermos na direção errada na involução (para baixo), então estamos no inferno. Inferno quer dizer estágios inferiores e céu é estágio superior. Céu é um processo de consciência e inferno é também um processo de consciência.
Céu não é um lugar e inferno não é um lugar. Nós é que fazemos o céu – Deus não fez nenhum céu. E nós é que fazemos o inferno – Deus não fez nenhum inferno. Acabem com esta confusão de uma vez!… Estas aulas são para retificar os equívocos e erros que nós recebemos desde a infância. Precisa acabar com isto.
(extraído da aula 17 do ano de 1980: Parábola do Joio e do trigo – de Huberto Rohden)
Apostila transcrita por Íris Helena Gomes
ihgomes@hotmail.com

12 responses to this post.

  1. Posted by Airton Barros on 27/02/2013 at 22:25

    Sobre esta afirmação “Céu é uma jornada de evolução.”

    As vezes me pego pensando na seguinte questão:

    Se o céu é uma jorna de evolução e que consequentemente haverá níveis ascensionais nesta evolução, não continuará haver sofrimento no espaço entre um nível e outro?, mesmo sendo o céu uma jornada de evolução?.

    Será que mesmo estando num céu evolutivo e para um atingir um nível superior e se este mesmo nível é melhor que o nível anterior, não estaríamos neste espaço de busca entre um nível e outro continuando a separar um certo nível de joio e de trigo?
    Chego a conclusão que sempre haverá um inferno pessoal para cada um de nós.

    Não teria a alma um estado de atividade e repouso consciente e eterno quando atingisse um determinado nível?

    Entendo assim porque entendo que deve haver níveis hierárquicos entre os seres do mundo de Deus.

    Só para fazer uma analogia mais clara, entendo que, assim como na arvore da vida, do planeta terra, do mundo mineral ao mundo animal, cada ser atingiu seu nível e são felizes e vivem em paz assim, não teria a alma que atingir o seu nível necessário para viverem em atividade e repouso consciente eterno? ou seja viverem o seu céu eterno?, sem terem que passarem sempre para um nível superior?

    Aírton Barros

    Responder

    • Airton Barros, ficou postada resposta que me perguntou sobre eternidade no dia 23 Dezembro do Ano passado e que por motivo não sei o qual, você ainda não respondeu sobre o que me perguntou, caso entre neste título (Eternidade) estarei lendo atenciosamente o que respondeu. Abraços

      Responder

  2. Posted by Sérgio Cavalini on 27/02/2013 at 23:24

    Caro Airton,

    Se fosse possível atingirmos um céu eterno, seríamos existencialmente idênticos ao Creador, quando somos idênticos apenas essencialmente. Vale na metafísica o princípio matemático, onde todo finito em demanda do Infinito, estará sempre a uma distância infinita.
    Eis a nossa agonia existencial em face do Creador: quanto mais o buscamos e o encontramos, mais distante nos sentimos do término da jornada. Eis o paradoxo dos paradoxos, o enigma de quantos enigmas. O ” credo qui absurdum” de Tertuliano vai nessa linha, na impossibilidade do intelecto compreender os mistérios do espírito.

    Os grandes avatares da espiritualidade desconhecem um céu estático…descem das alturas luminosas do espírito para os abismos de trevas da matéria. Em benefício dos outros e por amor a si mesmo. É necessário descer para subir, sofrer para gozar, esvaziar-se para tornar-se pleno.

    Fraternalmente,

    Sérgio Cavalini

    Responder

    • Posted by Airton Barros on 28/02/2013 at 22:26

      Caro Sérgio,
      Agradeço sua resposta.

      Seu estilo de escrita é idêntico ao do Sr. Rohden, é como se fosse o próprio me respondendo, mas acho que você não entendeu o que Eu quis questionar.

      Airton

      Responder

  3. Amigos, o Logos que encarnou em cada um de nós tem seus motivos. Vamos procurar viver a nossa essência, e seguir nossa jornada eterna. À medida que caminhamos vamos descobrindo os maravilhosos mistérios. Uma coisa é certa, estamos no caminho verdadeiro.

    Responder

  4. Posted by Sergio Cavalini on 01/03/2013 at 18:22

    Caro Airton,

    Desculpe-me se pareceu arrogância ou presunção da minha parte, não houve qualquer intenção. Sou apenas um estudante e discípulo permanente da Filosofia Univérsica, e tenho plena consciência das minhas limitações morais e filosóficas,e em hipótese alguma quero me passar por um representante do Professor neste site e em parte alguma.
    Afinal, este site é aberto a todos, com total harmonia, ainda que em meio à adversidade de pensamentos.

    De fato, talvez eu não tenha compreendido os seus questionamentos.

    Atenciosamente,

    Sérgio Cavalini

    Responder

    • Posted by Airton Barros on 02/03/2013 at 21:16

      Olá Sérgio.
      Voçê não me magoou, apenas me expressei como deveria, insisto que devemos ser natural sem querermos imitar ninguém, acho eu que este tipo de comportamento apenas expressa uma certa limitação de nossa parte.
      Quanto ao Papa, ruim com Ele pior sem Ele, não sou fã de nenhum “ismo”, mas havemos de concordar que talvez o próximo seja muito pior do que este que estava, se não resolve o problema pelo menos refreia a vontade cega pela qual caminha a humanidade.
      Airton Barros

      Responder

  5. Acontece às vezes desencontros na maneira de se expressar. O Sérgio tem um memória excelente que poderia muito bem fazer palestras sobre temas de Rohden. O que fazemos é mesmo transmitir a mensagem de Rohden como ele ensinou. A experiência de cada um vai nos dando a certeza. Ninguém teve a vivência igual a de Rohden. Exprimimos nossos pensamentos como a àgua que amolda a qualquer forma de recipiente.
    Eu contei para a amiga Inah que o Sérgio estava na Itália quando o Papa renunciou, e ela brincou. “Ah, a vibração do Sérgio foi tão forte que fez o Papa renunciar”… Boa essa!…

    Responder

    • Posted by Airton Barros on 02/03/2013 at 21:03

      Sra. Iris
      Vou repetir mais uma vez.
      Tenho o Sr. Rohden como um professor, possuo muitos dos seus livros, estou sempre lendo-os, suas afirmações sobre a verdade em muitos pontos são de uma lógica, que até hoje não encontrei em muitos pseudos-filósofos, não troco nunca as afirmações do Professor Rohden pela falsa filosofia de Schopenhauer, Nietzsche e alguns outros que já lí.
      Agora, desculpe a sinceridade, mas nenhum ser humano atingiu até hoje o ápice da plenitude espiritual e realmente ninguém teve e nem terá a vivência igual a do Sr. Rohden, porque toda experiência individual é única, mas quando esta experiência é pregada e entendida por alguns como a verdade absoluta esta experiência não deixa de ser passiva de questionamento.
      Será que o Sr. Rohden só aceitava concordância por parte de seus alunos?, será que Ele nunca aceitou um questionamento por parte de seus alunos? Pois se assim foi Ele falhou neste ponto.
      Temos que entender que se o Sr. Rohden manisfestou pontos da verdade enquanto viveu neste plano, não foi Ele o proprietário destas manifestações, mas Ele apenas foi um receptáculo para a divindade, só que este receptáculo como um ser humano pode ter se equivocado, pelo menos sei como absoluta verdade que toda afirmação no que se refere a alguns temas filosóficos trata-se apenas de especulações.

      Desculpe a sinceridade.
      Aírton Barros

      Responder

      • Airton, Rohden nunca disse que ele era perfeito. Era sujeito a falhas como ser humano. Por isso mesmo ele reescrevia alguns livros a cada nova edição. Tirou de circulação várias obras do passado que ele não acreditava mais. Dizia que eram peles de cobras que deveriam ser trocadas. Muitos alunos não concordavam com o que ele dizia – havia troca de ideias. E muitas vezes ele dizia que o que estava dizendo não foi ele que inventou. A verdade está ao alcance de todos. Sinceridade não precisa ser desculpada.

  6. Posted by sergio cavalini on 02/03/2013 at 19:48

    Gentileza da sua parte, Iris! Mas ser um palestrante sobre Huberto Rohden traz grandes responsabidades…quem sabe futuramente.

    Abraços para nossa amiga Inah e façamos votos que venha um Papa com fortes ideais cristãos ( senão eu volto para Roma!).

    Sérgio

    Responder

    • Quando for a Roma avise, podemos arrumar uma comitiva bem forte para lhe apoiar. Quem sabe a igreja acerta os ponteiros e volta ao cristianismo do primeiro século.

      Responder

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