O ESPELHO DAS ILUSÕES

                 

             Sempre me perguntam o que acontece no espelho do tempo e espaço. Devemos sair do espelho das ilusões. É difícil sair do espelho do tempo e espaço. Tempo e espaço é bidimensional, duas dimensões. O espelho tem duas dimensões. Se alguém se olha no espelho, vê todo o seu corpo e se alguém dá um tiro na figura que está no espelho, porventura a pessoa que está refletida no espelho morre? Claro que não. Desapareceu o reflexo do corpo no espelho, mas a pessoa não morreu por isso. Tudo que é nosso ego é espelho no tempo e espaço, nada é realidade. Se alguém nasce, nasceu no espelho do tempo e espaço; se alguém morre no espelho do tempo e espaço, não morre na realidade.

                Ninguém pode morrer na realidade sem culpa dele, é claro. Mas ele pode morrer pelas circunstâncias no espelho. Ninguém nasceu nem morreu. Nós vivemos numa eterna ilusão, voltados para o espelho das facticidades, dos fatos que acontecem em todos no tempo. Fora do tempo e espaço nada acontece. Se nós déssemos uma volta de 180º, meia volta, portanto (a volta inteira é 360º), e olhássemos para o espelho do nosso ego e voltássemos as costas para o espelho; se olhássemos para a realidade Eu e não enxergássemos nada mais da nossa ilusão- ego, isto seria uma cura radical.

                Mas quem é que faz isto? Não há jeito de convencer alguém que o que acontece no espelho é ilusão. E o espelho se chama nosso ego. Nosso ego físico, nosso ego mental, nosso ego emocional é espelho, não é a realidade.  Nós não nascemos para a realidade através dos nossos pais. Os nossos pais nos fizeram nascer no espelho dos fatos. E nesse espelho dos fatos nós vivemos 50, 60, 80 anos. Depois saímos do espelho. Não nascemos e não morremos porque o que acontece no tempo e espaço não é real. Convencer-se disto é importante. Tempo e espaço são ilusões. Não existe nenhuma coisa chamada tempo; é pura ilusão dos nossos sentidos. Não existe nenhuma coisa chamada espaço, dimensão; é pura ilusão dos nossos sentidos.

                Se nós pudéssemos enxergar a realidade, independentemente dos nossos cinco sentidos, se pudéssemos ver a realidade não dependente dos sentidos, o que é que veríamos? Veríamos a realidade sem nenhum espelho. Nós nos veríamos diretamente e não indiretamente. Isto se chama conversão, isto se chama autorrealização, isto se chama descobrimento da verdade que nos libertará de todas as ilusões. Mas quase ninguém o consegue, porque nós estamos obsessionados pelo espelho. Nós nunca demos a meia volta, voltando as costas para o espelho e voltando o rosto para a realidade. Nós não conseguimos dar meia volta, voltando as costas para as facticidades do ego e voltando o rosto para a realidade do nosso Eu.

(Extraido de uma aula de Huberto Rohden)

3 responses to this post.

  1. Simplesmente explendido! Se você não se importar, vou transcrever no meu blog.

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  2. Posted by stropatus on 25/08/2012 at 21:12

    Reblogged this on Stropatus.

    Responder

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