VESTAIS DA HUMANIDADE

Neste dia das mães transcrevo este presente de Rohden extraído do livro “De Alma para Alma”– estendido a toda natureza feminina que impulsionada pelo Eu Divino deixa seu legado às novas gerações.

                Pôs Deus em tuas mãos, ó mãe — o futuro do gênero humano…

                A humanidade de amanhã — nesse botãozinho de hoje…

                Ampara, ó Vestal, com solícitas mãos, o fogo sagrado do templo!

                A chama puríssima que arde na alma do infante…

                Não arrases antes do tempo os muros protetores que o cercam…

                Deixa que ele viva nesse Éden da suave ignorância de si mesmo!

                Nunca mais voltará essa quadra feliz em que o homem vive — sem saber da sua vida.

                Esse luminoso paraíso onde os anjos de Deus sorriem ao pobre mortal…

                Essa alvorada virgem aljofrada do orvalho da noite cósmica…

                Esse dormir para um mundo de ignotas surpresas e mistérios…

                Deixa que teu anjo ignore as tragédias do ser — e as tempestades da vida…

                Deixa-o ainda dormitar nessa inconsciente hibernação…

                Não o lances, prematuro, ao campo de batalha das paixões…

                Deixa, ó Vestal, que o pequenino botão goze em cheio — o que nunca mais gozará.

                Não rompas o invólucro da linda crisálida — que só a borboleta pode romper…

                Não fales ao pequeno em coisas que não são do seu reino…

                Não jogues ao profano turbilhão das coisas do sexo — o lírio duma alma infantil…

                Não antecipes a primavera — que só a Natureza pode acordar…

                Só um ósculo de luz é assaz delicado para despertar a princesa dormente.

                Permite que ela corra e folgue, que muito veja e ouça — que sorva a largos haustos os albores da vida…

                De muita luz e movimento necessita quem imóvel passou longos meses escuros…

De muita abundância tem mister quem entra vazio no cenário da vida…

                De todas as cores do céu e da terra precisa quem em carta branca vai amplos panoramas pintar…

                Nem te esqueças, Vestal, que de infinita delicadeza é a alma infantil!

                Antena ultra-sensível, apanha todas as ondas que andam no ar…

                Todos os fluídos dos teus pensamentos…

                Todas as vibrações do teu ser…

                Mesmo que nada entenda — tudo percebe…

                Tudo lhe fica na zona noturna da alma…

                Noturna hoje, matutina amanhã — diurna mais tarde.,.

                Revelam-se um dia as imagens latentes que na alma fotografaste…

                Protege, solícita Vestal, o fogo sagrado…

                Que não rompa em sinistro incêndio…

                Que arda em benéfica luz solar…

                Fogo da vida…

                Luz do espírito…

OBRIGADA A TODOS QUE VISITAM, LEEM E COMENTAM ESTE BLOG.

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