A ÚLTIMA CEIA

       Do livro “Jesus Nazareno” de Huberto Rohden

            Depois do último cálice de vinho com água, prescrito pelo ritual da ceia pascal, era costume dos israelitas, após a celebração do cordeiro pascal, conservarem-se ainda reunidos em derredor da mesa.

            Referem os evangelistas:

            “Quando eles estavam à mesa, tomou Jesus o pão, partiu-o, benzeu-o e deu-o a seus discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é o meu corpo, que é entregue por vós. Da mesma forma tomou o cálice, benzeu-o e deu-o a seus discípulos, dizendo: Tomai e bebei dele todos, porque isto é o sangue do Novo Testamento, que é derramado por vós e pelos muitos, em remoção de erros. Fazei isto em memória de mim.”

            Jesus traça um paralelo entre o que acontece com o alimento material (pão e vinho) quando ingerido e assimilado pelo homem — o alimento espiritual que ele estava oferecendo à humanidade, nesses dias. Assim como o alimento material, para ser vitalizado por nós tem de ser primeiramente destruído (morto), e só depois disto ressurge em nossas veias como força vital – assim deve também a vida física de Jesus ser destruída a fim de poder ser assimilada pela alma, na forma invisível do Cristo.

            Em ambos os casos — tanto no símbolo material como no simbolizado espiritual — há uma espécie de morte e uma ressurreição.

            A chamada Eucaristia é, pois, uma parábola biológico-mística, que deve ser entendida neste sentido, isto é, espiritual e simbolicamente, segundo a advertência do Mestre: “O espírito é que dá vida, a carne de nada vale”.

            Em toda esta parábola simbólica, frisa Jesus que ele deve substituir os erros antigos de derramar o sangue físico de um cordeiro para anular pecados; este, porém, é o sangue simbólico do Novo Testamento para remoção dos erros do Antigo Testamento; o amor espiritual substitui a morte material.

            Nenhum dos 12 discípulos entendeu que comungava o corpo e o sangue real do Mestre — tanto assim que, logo depois, cometeram os maiores pecados; o suposto neo-comungante Judas consumou o plano da traição; Pedro negou o Mestre três vezes, jurando que não era discípulo dele; os restantes fugiram covardemente.

            Na última ceia, os discípulos receberam os símbolos materiais de Jesus, mas no Pentecostes comungaram  o simbolizado espiritual, o próprio Cristo, e repletos de heroísmo divino, o proclamaram ao mundo inteiro.

            Bem disse o Mestre: “As palavras que vos digo são espírito e vida, a carne de nada vale”.

            Depois da última ceia prosseguiu Jesus:

            — Um novo mandamento vos dou: “Que vos ameis uns aos outros, assim como vos tenho amado. É  por isso que há de o mundo conhecer que sois meus discípulos, em vos amardes uns aos outros.”

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