Huberto Rohden, esse homem desconhecido


Removo as teias de aranha da memória e volto no tempo. Estou sentada numa sala de aula em cadeira de madeira sem nenhuma almofada para amenizar a dureza do assento, encosto vertical. As pernas não cruzadas descansam naturalmente formando um ângulo reto cujo vértice é a articulação do joelho; os pés se apoiam nos tacos de madeira do assoalho.
A sala não é grande. As cadeiras, pouco mais de oitenta – estão enfileiradas em duas colunas. É o suficiente para abrigar o seleto número de pessoas que se reúne toda semana a ouvir Huberto Rohden. Na frente, o antigo tablado, uma mesa, uma cadeira à disposição do orador que quase não a usa, apesar da avançada idade. A lousa presa à parede exibe os riscos firmes dos gráficos que ilustram a aula. Bem no alto, um colorido quadro do Cristo, pintado pelo americano Warner Sallman.
É aqui que se reúne Mestre e discípulos da Filosofia Univérsica. Esses encontros são considerados por Rohden um dos setores da “Alvorada – centro de Autorrealização”.
A singeleza do espaço e das acomodações não pertuba os atentos olhares, plateia de diferentes credos, níveis sociais, econômicos e políticos – todos motivados pela misteriosa atração deste brilhante orador.
O tema hoje é: o homem, esse desconhecido – como diz Alex Carrel, o homem esse mistério, o homem esse X, o homem esse enigma como dizem alguns escritores conhecidos; ou ainda o homem esse fenômeno paradoxal segundo Teilhard de Chardin.
Fala Rohden:
“E por que é que nós chamamos o homem mistério, enigma?… Porque de vez em quando aparecem homens que estão além do homem sensorial e além do homem mental e emocional. De vez em quando aparecem… – não muitas vezes. E por causa desses homens que às vezes aparece… – nós dizemos: se um homem pode portar-se assim como esses se portam, então ele é um mistério. Por exemplo: vamos dizer um Buda, vamos dizer um Jesus, e vamos mencionar um do nosso século, Mahatma Gandhi – que evidentemente não eram animais intelectualizados, eles eram muito mais do que isto. Eles tinham entrado numa nova zona de existência completamente desconhecida para nós”…
Huberto Rohden parece aqui falar dele próprio, este homem desconhecido.
Por enquanto, melhor calar às grandezas…

(O assunto em itálico (Fala Rohden) se estende numa palestra. Para entendê-la melhor peça por e-mail o cd ou a transcrição em apostila: “O homem, esse mistério”).

irishgomes@ig.com.br

2 responses to this post.

  1. Posted by Vera Lucia Chiara on 05/07/2011 at 21:09

    Isso!!! Isso mesmo!!! Eu acrescento de minha experiência… “Silêncio, chegou o momento de pararmos de pensar, sossegar a mente, dar espaço ao eu e meditar. Sentada tb em uma cadeira de madeira em um lugar simples, a imobilidade e a entrega é tal que nem sinto mais o corpo.. ” Nunca mais esqueço destes momentos. Sabia que o lugar tinha uns mosquitinhos que nos mordiam, mas…onde estão? Para onde foram? Nada! Não existe nada!No início, só aquela foto de CRISTO sob uma luz azulada e o meu eu se entregando! Fé total e completa! Saudades daqueles momentos! Muitas, muitas… Que bom vc lembrar disso! Deus esteja sempre presente em sua vida.

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  2. Chiara, você teve o privilégio de participar de um retiro com meditações no Santuário do Silêncio? Lembra-se de mim lá? Ou será que está visualizando este sagrado local?

    Responder

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